OVIEDO 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Meio Rural e Política Agrária do Governo das Astúrias, Marcelino Marcos Líndez, afirmou nesta sexta-feira que, nos próximos dias, serão divulgados os dados do censo do lobo ibérico nas Astúrias referentes ao ano de 2025, com o objetivo de elaborar um novo programa de controle populacional para 2026/2027, a fim de poder abater exemplares.
“Já posso adiantar que não há, de forma alguma, uma diminuição no número de matilhas existentes; há um aumento significativo”, revelou o dirigente regional em resposta a perguntas dos jornalistas em Oviedo.
Marcos Líndez também informou que, na próxima semana, será divulgado publicamente o texto do decreto que altera o plano de gestão do lobo. A ideia é que ele seja aprovado antes do final deste semestre.
Em sua coletiva de imprensa, Marcos Líndez se referiu à última decisão do Tribunal Superior de Justiça das Astúrias (TSJA) que anula a resolução do programa de controle do lobo referente ao período 2025-2026. Marcelino Marcos Líndez reiterou que se tratava de uma decisão “esperada” e que esse plano nem sequer estava em vigor atualmente. Ele foi suspenso depois que o Supremo Tribunal anulou o artigo 7.5 a) do II Plano de Gestão do Lobo. De fato, Marcos Líndez não descarta que haja mais decisões judiciais no mesmo sentido.
“Não tem qualquer impacto real sobre a situação atual, nem condiciona a gestão que está sendo realizada pelo Governo do Principado das Astúrias”, afirmou, insistindo que o Governo continua trabalhando normalmente.
O controle do lobo nas Astúrias está enquadrado no II Plano de Gestão do Lobo, que estabelece como objetivo conservar a espécie em um estado de conservação favorável, mas compatível com a pecuária extensiva e o desenvolvimento rural. Este plano obriga à elaboração de programas anuais de ações de controle que estabelecem cotas de abate por zonas, com base nos censos de matilhas, na evolução dos danos ao gado e no nível de conflito social.
O programa anual 2025-2026, aprovado em abril de 2025, autorizava a captura de até 53 lobos de uma população estimada em cerca de 345 exemplares, por meio de controles seletivos da Guarda Florestal e capturas vinculadas a caçadas em áreas com danos reiterados ao gado. No entanto, após a decisão do Supremo Tribunal que questionava o artigo mencionado, o Principado suspendeu as caçadas e a aplicação do plano 2025-2026 enquanto tramita um novo decreto e um novo programa de controle com total segurança jurídica.
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