Publicado 11/06/2026 08:54

A Armênia considera "insustentável" que a Rússia rescinda contratos de gás em retaliação à sua aproximação com a Europa

Pashinián considera Putin uma pessoa “racional” com quem é possível resolver as divergências

PEQUIM, 8 de junho de 2026  -- O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, vota em uma seção eleitoral em Yerevan, Armênia, em 7 de junho de 2026. A votação começou no domingo nas eleições parlamentares da Armênia, com mais de 2,48 milhões de eleitor
Europa Press/Contacto/Chen Junfeng

MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinián, considerou “insustentável” que a Rússia rompa contratos de fornecimento de gás à Armênia, como possível retaliação às aspirações europeístas do país, embora tenha reconhecido que Erevã está avaliando “todos os cenários”.

“Temos um acordo de longo prazo e me é difícil imaginar como a parte contratante poderia abandonar tal acordo. Não consigo imaginar que nenhuma das partes se recuse. É uma postura insustentável”, afirmou nesta quinta-feira em coletiva de imprensa.

“De qualquer forma, naturalmente analisamos todos os cenários, como sempre fazemos”, acrescentou o primeiro-ministro armênio, que confia em poder conversar novamente com o presidente russo, Vladimir Putin, segundo a agência Armenpress.

Pashinián disse que Putin é uma pessoa “racional” que atende a “razões e argumentos” e que espera resolver as divergências que voltaram a surgir, tendo como principal ponto de atrito o interesse da Armênia em se aproximar da UE, a ponto de Moscou ainda não ter lhe dado os parabéns pela vitória nas eleições legislativas.

“Ele não me parabenizou. Esperemos que o faça”, admitiu Pashinian. “Se houver alguma preocupação, com paciência tentaremos dissipá-la e continuaremos trabalhando. Não há nenhum problema”, minimizou o primeiro-ministro armênio.

O Kremlin questionou a vitória do partido de Pashinián — Contrato Civil — nas eleições legislativas realizadas neste domingo, nas quais ele se impôs com quase 50% dos votos, e denunciou as supostas pressões sofridas pelos partidos da oposição, todos eles, de alguma forma, próximos a Moscou.

Diante da possibilidade de Moscou não reconhecer os resultados, Pashinian minimizou qualquer problema e lembrou que a Rússia esteve presente com sua própria missão eleitoral. “É uma questão de retórica, já discutiremos isso”, disse ele.

A ARMÊNIA CONTINUARÁ TRABALHANDO COM OS FÓRUNS REGIONAIS

Por outro lado, Pashinian reafirmou que a relação de cooperação com a União Econômica Euro-Asiática (UEEA) continuará como até agora, assim como com a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), que poderia expulsar a Armênia devido ao não pagamento da quota correspondente, conforme denunciado pela Rússia.

“Sei que existe um mecanismo de expulsão da OTSC e que ele está em andamento. Se os Estados-membros decidirem expulsar a Armênia, teremos que acatar essa decisão. Não podemos fazer mais nada”, concluiu.

A relação entre os dois países não está passando por seu melhor momento após as renovadas aspirações de adesão da Armênia à UE, embora o país ainda nem seja candidato oficial. Às medidas russas de pressão econômica e energética soma-se agora o referendo proposto pela UEEA para que Yerevan escolha entre eles e Bruxelas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado