Eduardo Parra - Europa Press
PALMA 29 dez. (EUROPA PRESS) -
A presidente do Congresso dos Deputados e secretária-geral do PSIB, Francina Armengol, considerou que "faz todo o sentido" que o governo de Pedro Sánchez "mantenha a legislatura" até 2027 e não considere a possibilidade de antecipar as eleições.
Foi isso que ela disse na segunda-feira, quando foi questionada sobre uma possível eleição antecipada em nível nacional durante o tradicional drinque de Natal que os socialistas das Ilhas Baleares ofereceram à mídia.
"É uma prerrogativa que o presidente tem e ele tomará a decisão quando achar que pode. A legislatura termina em 2027 e é lógico que ele deve esperar", disse ele.
Armengol argumentou que o Congresso "funciona" e que aprovou "mais de 50 leis em dois anos" e considerou que, se o motivo para antecipar as eleições é não ter orçamentos, muitas comunidades autônomas deveriam fazer o mesmo.
"Muitas delas não têm orçamentos, como as Ilhas Baleares, por exemplo, e não têm intenção de antecipar as eleições, embora a carga legislativa que elas têm seja muito menor. Se essas são as razões para antecipar as eleições, muitas regiões deveriam fazer o mesmo", disse ele.
A "ATITUDE CENTRALISTA" DE FEIJÓO
A presidente do Congresso aproveitou a oportunidade para criticar o que ela considera ser a "atitude centralista" do líder nacional do PP, Alberto Núñez Feijóo, e a concepção "utilitarista" que ele tem das comunidades autônomas.
"O que o PP está fazendo em nível nacional, forçando seus presidentes regionais a antecipar eleições caso elas beneficiem Feijóo, é um escândalo para uma Espanha plural e autônoma na qual eu acredito", disse.
Em sua opinião, o fato de as regiões autônomas governadas pelo PP estarem "sujeitas aos caprichos de Feijóo" não é um bom presságio para o futuro.
"Uma pessoa que entende o estado dessa maneira não pode ser presidente, pelo menos não seria o presidente que interessaria às Ilhas Baleares", disse ele.
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