Jesús Hellín - Europa Press
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente do Congresso, a socialista Francina Armengol, classificou de “covarde” o fato de o PP aproveitar a sessão de controle no plenário do Congresso para pedir sua renúncia, quando ela não pode intervir no hemiciclo para se defender.
Foi o secretário-geral do PP, Miguel Tellado, quem aproveitou uma pergunta ao ministro da Justiça, Félix Bolaños, para pedir a renúncia de Armengol, a quem acusou de cometer um crime ao “mentir” em tribunal e em comissões de investigação sobre a compra de máscaras durante a pandemia, quando presidia ao Governo das Ilhas Baleares.
“A senhora Armengol já não deveria estar sentada ali há muito tempo. Dois anos mentindo no Parlamento, em tribunais, inclusive até no Supremo Tribunal — proclamou Tellado. E o senhor sabe que isso é um crime”.
O PP AFIRMA QUE, COMO PRESIDENTE DAS ILHAS BALEARES, ELA “ABRIU AS PORTAS” PARA A CONSPIRAÇÃO CORRUPTA
Na sua opinião, como presidente das Ilhas Baleares, Armengol “abriu as portas para uma trama de corrupção” naquela comunidade, em referência à trama pela qual estão acusados o ex-ministro José Luis Ábalos, seu assessor Koldo García e o empresário Víctor de Aldama. “Ela diz que não os conhecia e a UCO acabou encontrando até 65 mensagens, algumas carinhosas”, acrescentou.
Os apelos à presidente, em vez de ao Governo que é objeto do controle parlamentar, provocaram murmúrios de protesto na bancada do PSOE, e Armengol replicou: “Senhor Tellado, vou lembrá-lo com a maior gentileza possível que não há nada mais covarde do que dirigir-se à única pessoa nesta Câmara que não pode se defender”.
Na mesma linha, interveio depois o ministro Bolaños, sublinhando que a intervenção do “número dois” do PP “não entrará para os anais da coragem” por atacar “aquela que efetivamente não pode se defender, que é a presidente do Congresso”.
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