Kyle Mazza-CNP / Zuma Press / ContactoPhoto
MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) - O juiz argentino Sebastián Ramos solicitou nesta quarta-feira a extradição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, preso em Nova York após o ataque dos Estados Unidos em Caracas e arredores no último dia 3 de janeiro, alegando supostas violações dos direitos humanos.
“Que seja emitida uma carta rogatória internacional aos Estados Unidos, com o objetivo de solicitar a extradição de Nicolás Maduro, que teria sido recentemente detido na Venezuela e transferido para os Estados Unidos, de acordo com o Tratado de Extradição assinado entre a República Argentina e este último país”, afirmou em uma resolução divulgada nas redes sociais e reproduzida pela Europa Press.
O pedido formal chega um mês depois que o promotor Carlos Stornelli solicitou o início do processo e na sequência de uma denúncia apresentada em 2023 pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD) por violação dos direitos humanos.
Precisamente esta entidade confirmou nas suas redes sociais que “hoje, a Justiça argentina solicitou a extradição” do dirigente venezuelano, um extremo que celebrou após “o resultado de ter estado, desde o início, onde era preciso estar para que isso acontecesse, do lado da lei e contra a impunidade”.
“Além da resolução concreta, fica a satisfação de termos enfrentado os poderosos defendendo firmemente os direitos humanos. Hoje é um dia importante para o FADD, para a Argentina, para a justiça e, acima de tudo, para as vítimas venezuelanas que se animaram a denunciar”, acrescentou.
Na mesma nota, lembrou que solicitou às autoridades argentinas que pedissem a extradição de Maduro quando este “ainda concentrava todo o poder e muito antes de os fatos que hoje são de conhecimento público alterarem o cenário. Fizemos isso quando parecia impossível e quando enfrentar o poder tinha custos reais”, acrescentou a FADD.
A organização é presidida pelo deputado Waldo Wolff, do partido conservador PRO, que em sua conta no Twitter destacou que “independentemente do desfecho, hoje reafirmamos nosso compromisso de que Maduro e sua ditadura cumpram pena, atrás das grades, por perseguir, torturar e assassinar seu povo”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático