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MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira a apresentação de uma nota formal de protesto ao Reino Unido devido à realização de “manobras não consultadas” por parte da patrulha da Marinha Real Britânica “HMS Medway”, que, segundo afirmou, “envolveram a passagem” por águas territoriais argentinas.
“Foi apresentada, no último dia 13 de julho, uma nota formal de protesto à Embaixada do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, na qual se expressa a mais veemente repulsa à realização das manobras do navio ‘HMS Medway’, ilegalmente destacado nas Ilhas Malvinas, que não foram devidamente notificados de acordo com os acordos e declarações bilaterais em vigor e que envolveram a passagem pelo mar territorial argentino”, afirma um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país rioplatense.
Essa ação “unilateral” constitui, segundo o ministério liderado pelo ministro Pablo Quirno, uma “violação” dos compromissos assumidos por ambos os governos. Por isso, Buenos Aires rejeitou “com firmeza” essa “incursão militar” em “espaços sob jurisdição argentina, que, segundo afirmou, se soma a “uma política contínua de atos unilaterais incompatíveis com as resoluções das Nações Unidas e com o dever de ambas as partes de se absterem de alterar a situação enquanto a disputa de soberania permanecer sem solução”.
“Tais movimentos não consultados e ilegais violam os compromissos bilaterais sobre medidas de fomento da confiança na esfera militar em vigor entre os dois países, ao mesmo tempo em que se somam à longa série de ações unilaterais que o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte realiza em violação à Resolução 31/49 da Assembleia Geral das Nações Unidas”, advertiu a Casa Rosada.
Essa resolução da ONU, lembrou o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, exorta Londres e Buenos Aires a se absterem de “adotar decisões que impliquem a introdução de modificações unilaterais na situação das Ilhas Malvinas enquanto a controvérsia sobre a soberania estiver pendente de solução”.
Conforme lamentou o ministério, essas ações, “longe de gerar as condições de confiança e entendimento que uma relação bilateral madura exige”, agravam as “tensões no Atlântico Sul, desconsideram o mandato reiterado da comunidade internacional e obstruem os esforços argentinos para avançar rumo a uma solução pacífica e negociada da controvérsia”.
“A República Argentina reafirma, mais uma vez, seus direitos legítimos e imprescritíveis de soberania sobre as Ilhas Malvinas, a Geórgia do Sul e as Ilhas Sandwich do Sul, bem como sobre os espaços marítimos circundantes”, reiterou o Ministério das Relações Exteriores argentino, reivindicando, mais uma vez, que “por história, por direito e por convicção, as Malvinas são argentinas”.
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