Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 24 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades argentinas emitiram um alerta consular na sexta-feira pedindo aos cidadãos do país que não viajem à Venezuela devido ao aumento das "detenções arbitrárias" e denunciaram a obstrução "consistente" da assistência consular aos argentinos detidos pelo governo venezuelano.
"Em vista da escalada de detenções arbitrárias contra cidadãos estrangeiros na Venezuela, o Governo da República da Argentina reitera sua recomendação de não viajar para esse país. Este alerta atualiza e reforça o que foi comunicado em dezembro de 2024", diz um comunicado compartilhado pelo Ministério das Relações Exteriores da Argentina nas redes sociais.
Na mesma nota, o Ministério das Relações Exteriores ressaltou que os cidadãos argentinos detidos na Venezuela estão sujeitos a uma "recusa consistente do governo venezuelano" de receber "assistência consular, jurídica ou de qualquer outro tipo".
Essa declaração ocorre em um contexto de crescente violência política, no qual a oposição venezuelana denunciou repetidamente a detenção e o "assédio" de líderes políticos e sociais para silenciar "aqueles que influenciam a opinião pública".
"Pretendem fechar todo espaço alternativo de informação e garantir o monopólio da narrativa, buscando encobrir a ilegitimidade e o conhecido fracasso da farsa encenada para este domingo", criticou o ex-candidato da oposição Edmundo González na sexta-feira, após a prisão de Juan Pablo Guanipa, também candidato da oposição, acusado de liderar uma rede criminosa para "sabotar e gerar violência" no período que antecedeu as eleições regionais de 25 de maio.
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