Publicado 25/08/2026 13:47

A Argentina se distancia das declarações do chefe do Estado-Maior da Força Aérea sobre Magalhães

Archivo - Arquivo - FOZ DO IGUAÇU, 19 de dezembro de 2025  -- O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, participa da reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul em Foz do Iguaçu, no Brasil, em 19 de dezembro de 2025.
Europa Press/Contacto/luxiao¡tawola - Arquivo

MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina se distanciou nesta terça-feira das recentes declarações do chefe do Estado-Maior Geral da Força Aérea argentina, Gustavo Javier Valverde, sobre a soberania do Estreito de Magalhães, depois que o Chile enviou uma nota de protesto a Buenos Aires por causa de suas declarações polêmicas.

“A posição argentina em relação ao Estreito de Magalhães é a estabelecida pelo Tratado de Fronteiras de 1881 e pelo Tratado de Paz e Amizade de 1984. Ambos os instrumentos estão plenamente em vigor e são considerados definitivos pela República Argentina”, afirmou de forma contundente em um comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores ressaltou, assim, que “a relevância estratégica do extremo sul do continente é uma perspectiva de Estado” que Buenos Aires “defende publicamente” e reafirmou “o valor estratégico da cooperação com o Chile”.

“Nossos países reconhecem mutuamente seus direitos antárticos, coadministram áreas especialmente protegidas, mantêm há mais de 25 anos a Patrulha Naval Antártica Combinada e apresentam em conjunto a proposta de Área Marinha Protegida na Península Antártica Ocidental e no Arco de Escócia meridional”, indicou.

Além disso, Buenos Aires reafirmou “seu compromisso com a relação bilateral com o Chile”, bem como “com a tratamento de todas as questões de interesse comum por meio dos canais institucionais estabelecidos entre os dois governos”.

Isso ocorre depois que Valverde se referiu à importância do enclave marítimo austral no programa “La Fábrica Podcast”. “Outra coisa importante que temos, Magalhães, o sul, o Estreito de Drake, tudo isso é soberania. É preciso manter nossa presença lá, porque essa é uma chave biooceânica entre o Atlântico e o Pacífico, e isso pode alertar sobre muitas coisas”, declarou.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, destacou que a soberania chilena sobre o Estreito de Magalhães “em sua totalidade é indiscutível e se baseia nos tratados de 1881 e 1984, assinados por ambos os países”. “O Estreito de Magalhães é indiscutivelmente chileno”, afirmou ele em uma mensagem em vídeo divulgada nesta segunda-feira nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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