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MADRID 13 set. (EUROPA PRESS) -
O Executivo argentino anunciou na sexta-feira que entrará com uma ação judicial contra a Universidade de Buenos Aires (UBA) pelo uso partidário de seu site, cujo acesso foi restringido a alguns de seus alunos, e exigiu que ela ponha fim a essa "manobra" que viola as normas que regem o serviço público.
"O Ministério do Capital Humano informa que denunciará as autoridades da Universidade de Buenos Aires (UBA) por violação dos deveres de um funcionário público, ao impedir que os alunos da universidade acessem o site oficial www.uba.ar, bloqueando o acesso por meio de uma página com conteúdo político-partidário", diz um comunicado oficial emitido pela referida pasta.
Na mesma linha, não apenas exigiu "a cessação imediata dessa manobra", mas também solicitou uma investigação para determinar "as responsabilidades administrativas e legais correspondentes" em relação à criação de um subdomínio da Web a partir do qual o conteúdo em questão foi implantado.
O governo também enfatizou que "as universidades nacionais devem garantir o funcionamento institucional normal e o acesso igualitário às informações acadêmicas e administrativas", alertando que "a manipulação dos canais de comunicação oficiais e o uso de recursos públicos para fins partidários constituem uma violação desses princípios".
Por fim, o Ministério do Capital Humano reafirmou sua posição institucional ao reiterar "seu compromisso com a transparência e a defesa dos direitos dos estudantes em todo o sistema universitário nacional", ao mesmo tempo em que expressou seu respeito pelo "direito de greve dentro da estrutura da lei".
Esse anúncio foi feito depois que o governo argentino vetou, na quarta-feira, a lei de financiamento universitário, bem como a lei de emergência de saúde pediátrica, no contexto da aversão do presidente Javier Milei a realizar investimentos não previstos em sua política de déficit zero.
Em resposta a essa decisão, a Federação de Professores Universitários (FEDUN) convocou uma greve nacional de 24 horas para sexta-feira em todos os centros universitários da Argentina, a fim de "defender a lei" e "apoiar a universidade pública".
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