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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da Argentina declarou nesta quinta-feira “persona non grata” o encarregado de negócios da Embaixada do Irã, Mohsen Soltani Tehrani, dando-lhe um prazo de 48 horas para deixar o país latino-americano.
O Ministério das Relações Exteriores argentino justificou a medida referindo-se a um comunicado emitido na véspera pelo governo do Irã “que contém acusações falsas, ofensivas e improcedentes contra a República Argentina e suas mais altas autoridades”.
“Tais manifestações constituem uma ingerência inaceitável nos assuntos internos de nosso país e uma deturpação deliberada de decisões adotadas em conformidade com o Direito Internacional e a ordem jurídica nacional”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores argentino em uma nota divulgada nas redes sociais.
A decisão do Executivo de Javier Milei ocorre um dia após Teerã ter condenado a declaração que classifica a Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista, mais de um mês depois de Israel e os Estados Unidos terem lançado sua ofensiva surpresa contra o país asiático.
De fato, o Ministério das Relações Exteriores de Israel aplaudiu essa medida de Buenos Aires, enquanto o Irã condenou uma decisão “ilegal e infundada” e apontou Milei e seu ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, por terem se “tornado cúmplices dos crimes cometidos” por Israel e pelos Estados Unidos no contexto da guerra.
A Argentina já declarou o partido-milícia xiita libanês Hezbollah e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) como “organizações terroristas”.
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