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MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz presidencial da Argentina, Adrián Ravier, comemorou neste sábado que a nova política tarifária decretada pelos Estados Unidos respeita “integralmente e sem exceção” o Acordo de Comércio e Investimento Recíprocos assinado entre os dois países em fevereiro passado, mantendo assim o país sul-americano na faixa de alíquotas mais baixa de toda a região.
“Cada ponto tarifário define quem vende e quem fica de fora. A produção argentina entra hoje no maior mercado do mundo na melhor posição da região”, informou o porta-voz em uma publicação em suas redes sociais.
Ravier atribuiu a vantagem tarifária à “posição favorável” da Argentina, “em linha com o excelente momento” que as relações bilaterais atravessam, “impulsionadas” pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e seu homólogo norte-americano, Donald Trump.
Segundo o porta-voz, a Casa Branca aplicará uma tarifa de “até 10%” aos produtos argentinos, ficando abaixo de parceiros regionais como Chile, Colômbia, Peru e Uruguai (12,5%), e obtendo uma vantagem considerável em relação ao Brasil, cujos produtos estarão sujeitos a tarifas de até 37%.
“Todos os nossos concorrentes regionais passaram para a faixa mais alta. A Argentina, não. E em relação ao Brasil, que não assinou um acordo de reciprocidade, a diferença chega a 27,5 pontos (...) A Argentina tem se mantido constantemente nesse nível de 10%, nível que agora foi ultrapassado em um número significativo de posições”, esclareceu.
O Executivo argentino destacou que a resolução do governo dos Estados Unidos mantém isentos da nova tarifa os 1.675 produtos liberados em fevereiro e inclui 93 posições com tarifa de 0% exclusivamente para a Argentina.
“Os 1.675 produtos que o acordo isentou de tarifas em fevereiro permanecem isentos da nova taxa, sem nenhuma exceção. Além disso, a medida inclui 93 rubricas com tarifa de 0% exclusivamente para a Argentina. A cota de 100.000 toneladas anuais de carne bovina permanece inalterada enquanto as negociações finais continuam”, acrescentou.
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