Publicado 09/04/2025 23:34

A Argentina comemora sua terceira greve geral contra as políticas de Milei na quinta-feira.

9 de abril de 2025, Ciudad de Buenos Aires, Ciudad de Buenos Aires, Argentina: Grande passeata da CGT (Confederação Geral do Trabalho da República Argentina) no Congresso Nacional em apoio aos aposentados antes da greve geral de amanhã, que será
Europa Press/Contacto/Paula Acunzo

MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) na Argentina convocou uma greve geral para esta quinta-feira, 10 de abril, para protestar contra as políticas do governo de Javier Milei, um dia depois de uma nova mobilização de cidadãos pelo aumento das pensões que cercou o Congresso localizado na capital, Buenos Aires.

Em um comunicado divulgado na rede social X, a CGT convocou "todos" para o que será a terceira greve geral que ocorre no país contra o presidente argentino e que começou na quarta-feira com uma manifestação na qual não foram registrados incidentes.

"Exigimos (...) um aumento emergencial para todas as pensões, a atualização do bônus e o fim da repressão selvagem aos protestos sociais", diz a nota na qual também pedem "um aumento no orçamento para educação e saúde (...) o fim das demissões nos setores público e privado e um plano nacional de emprego".

A CGT também rejeitou "qualquer alinhamento automático com as políticas e decisões estrangeiras e as condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)" ao país, um dia depois que a organização anunciou um acordo técnico com as autoridades argentinas no valor de US$ 20 bilhões (18,22 bilhões de euros).

"Estamos enfrentando um governo que é insensível aos problemas do povo. Realiza atos de repressão selvagem e injustificada, viola permanentemente os acordos institucionais, desfinancia a educação e a saúde, abandona as obras públicas, despreza as minorias, ajusta os aposentados e impõe limites à negociação coletiva", denunciou a organização sindical.

De acordo com informações do jornal Página 12, a greve geral de 24 horas (36 horas em alguns setores que paralisaram seus serviços desde a tarde de quarta-feira com a mobilização) afetará o setor aéreo - com pelo menos 258 voos cancelados pelas companhias aéreas argentinas -, as ferrovias, a educação - sem aulas em escolas e universidades públicas e privadas -, a saúde - guardas mínimos em hospitais públicos, bancos - sem atendimento ao público -, a administração pública, os postos de serviço e a coleta de lixo.

O Ministério da Segurança, por sua vez, atacou as organizações que convocaram a greve, as quais classificou como uma "casta sindical", assegurando que "estão atacando milhões de argentinos que querem trabalhar", e lembrou aos cidadãos, nas últimas horas, que há uma linha telefônica para a qual eles podem denunciar "se eles o extorquirem ou o forçarem (a apoiar a greve)".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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