MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo da Argentina formalizou nesta quinta-feira sua adesão ao Consenso de Genebra sobre a Promoção da Saúde da Mulher e o Fortalecimento da Família, uma declaração contra o aborto copatrocinada pelos Estados Unidos, Brasil, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda, que foi assinada por mais de trinta países no ano de 2020.
“Nos unimos a essa coalizão para contribuir com liderança, capacidade diplomática e projeção regional a uma agenda fundamentada na dignidade humana e na soberania das nações”, anunciou o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual defendeu a declaração como um documento que “reafirma a proteção da vida humana e da família como elemento natural e fundamental da sociedade”.
Essa adesão, acrescentou o alto funcionário, “confirma o rumo traçado” pelo chefe do Executivo argentino, o ultradireitista Javier Milei. Esse rumo, esclareceu ele, diz respeito à “vida, à liberdade, à propriedade privada e ao Estado de Direito”.
Um dos pontos endossados pelos signatários da declaração enfatiza que “em nenhum caso se deve promover o aborto como método de planejamento familiar” e que “a criança precisa de proteções e cuidados especiais antes e depois do nascimento”.
Sobre essa assinatura, o embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Peter Lamelas, que se referiu a ela como um “passo importante” para aderir a uma iniciativa da qual, segundo ele, fazem parte “mais de 40 países” e à qual espera que “mais nações do hemisfério se juntem”.
Vale lembrar que a lei da interrupção voluntária da gravidez está em vigor no território argentino desde 24 de janeiro de 2021, após uma longa luta em favor de sua descriminalização. A lei garante o direito de interromper a gravidez até a 14ª semana, inclusive.
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