Publicado 01/03/2026 21:46

Argentina anuncia a libertação do gendarme Nahuel Gallo após mais de um ano detido na Venezuela

Archivo - Arquivo - FOZ DO IGUACU, 19 de dezembro de 2025 — O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, participa da reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul em Foz do Iguaçu, Brasil, em 19 de dezembro de 2025.
Europa Press/Contacto/luxiao¡tawola - Arquivo

MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou neste domingo a libertação do suboficial da Gendarmerie Argentina Nahuel Gallo, detido na Venezuela desde dezembro de 2024 e processado pelas autoridades desse país por supostas “ligações com o terrorismo”.

Ele fez essa declaração em um comunicado divulgado nas redes sociais, no qual indicou que o agente, que se encontrava “em situação de desaparecimento forçado” desde 8 de dezembro de 2024, já deixou o território venezuelano.

O chefe da diplomacia argentina transmitiu seu “reconhecimento” a diferentes governos “aliados”, em particular o “firme apoio” da Itália e dos Estados Unidos para pressionar Caracas a libertar Gallo. Além disso, ele garantiu que o trabalho da ONG venezuelana Foro Penal foi “fundamental” nesse sentido.

Na mesma nota, aproveitou para pedir a “libertação imediata” de outros presos pelas autoridades venezuelanas, citando o cidadão argentino Germán Giuliani, lembrando que “a privação ilegítima da liberdade e o desaparecimento forçado constituem graves violações dos direitos humanos que não podem ser toleradas pela comunidade internacional”.

Gallo foi detido quando tentava entrar na Venezuela por via terrestre a partir da Colômbia para, supostamente, se reunir com sua esposa, de nacionalidade venezuelana, e a filha do casal. Caracas negou essa versão e o acusou de conspiração internacional contra o presidente Nicolás Maduro, que permanece em Nova York desde que, em janeiro passado, foi capturado em um ataque dos Estados Unidos contra a capital venezuelana, que resultou em uma centena de mortos.

O anúncio vem depois que o Parlamento da Venezuela aprovou, no final de fevereiro, a lei de anistia que abre as portas para a libertação de pessoas que cometeram crimes desde 1999 e pela qual já foram recebidos 1.557 pedidos de anistia, segundo o governo da Venezuela. A legislação se aplica com base em treze eventos previstos no artigo 8º do texto, entre eles o golpe de Estado de abril de 2002 contra o ex-presidente Hugo Chávez, a paralisação do setor petrolífero entre 2002 e 2003, o referendo revogatório contra Chávez em 2004 e vários protestos antigovernamentais em 2007, 2013, 2017 e 2024.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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