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MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, confirmou neste domingo a libertação do suboficial da Gendarmerie Argentina Nahuel Gallo, detido na Venezuela desde dezembro de 2024 e processado pelas autoridades desse país por supostas “ligações com o terrorismo”.
Ele fez essa declaração em um comunicado divulgado nas redes sociais, no qual indicou que o agente, que se encontrava “em situação de desaparecimento forçado” desde 8 de dezembro de 2024, já deixou o território venezuelano.
O chefe da diplomacia argentina transmitiu seu “reconhecimento” a diferentes governos “aliados”, em particular o “firme apoio” da Itália e dos Estados Unidos para pressionar Caracas a libertar Gallo. Além disso, ele garantiu que o trabalho da ONG venezuelana Foro Penal foi “fundamental” nesse sentido.
Na mesma nota, aproveitou para pedir a “libertação imediata” de outros presos pelas autoridades venezuelanas, citando o cidadão argentino Germán Giuliani, lembrando que “a privação ilegítima da liberdade e o desaparecimento forçado constituem graves violações dos direitos humanos que não podem ser toleradas pela comunidade internacional”.
Gallo foi detido quando tentava entrar na Venezuela por via terrestre a partir da Colômbia para, supostamente, se reunir com sua esposa, de nacionalidade venezuelana, e a filha do casal. Caracas negou essa versão e o acusou de conspiração internacional contra o presidente Nicolás Maduro, que permanece em Nova York desde que, em janeiro passado, foi capturado em um ataque dos Estados Unidos contra a capital venezuelana, que resultou em uma centena de mortos.
O anúncio vem depois que o Parlamento da Venezuela aprovou, no final de fevereiro, a lei de anistia que abre as portas para a libertação de pessoas que cometeram crimes desde 1999 e pela qual já foram recebidos 1.557 pedidos de anistia, segundo o governo da Venezuela. A legislação se aplica com base em treze eventos previstos no artigo 8º do texto, entre eles o golpe de Estado de abril de 2002 contra o ex-presidente Hugo Chávez, a paralisação do setor petrolífero entre 2002 e 2003, o referendo revogatório contra Chávez em 2004 e vários protestos antigovernamentais em 2007, 2013, 2017 e 2024.
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