Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Argentina anunciaram nesta quarta-feira que darão início aos processos para punir mais 15 pessoas por suas atividades petrolíferas nas Ilhas Malvinas, o que se soma aos esforços para adotar medidas punitivas contra outras 45 empresas e indivíduos.
Em um comunicado publicado nas redes sociais, o gabinete do presidente argentino, Javier Milei, confirmou “o início de processos sancionatórios contra mais 15 indivíduos”, referindo-se a supostas violações da lei que estabelece as condições para a exploração e extração de hidrocarbonetos na plataforma continental da Argentina.
“A República Argentina não admite nem admitirá ataques contra sua soberania. Cada processo aberto é uma demonstração dessa convicção: as Ilhas Malvinas, a Geórgia do Sul, as Ilhas Sandwich do Sul e os espaços marítimos e insulares correspondentes pertencem a todos os argentinos, e ninguém poderá dispor de seus recursos sem a autorização do nosso país”, afirmou o gabinete presidencial.
Dessa forma, o Executivo argentino “continuará avançando na identificação” dos responsáveis por essas atividades “e dará início aos processos para punir todos os responsáveis”, acrescentou o comunicado. “O Estado argentino reafirma seu compromisso de esgotar todas as instâncias administrativas, diplomáticas e jurídicas ao seu alcance para que aqueles que hoje violam nossa soberania respondam por isso”, resumiu.
Esse processo se soma aos procedimentos já iniciados contra outras 45 pessoas e pessoas jurídicas “envolvidas na realização ilegítima de atividades relacionadas a hidrocarbonetos” nas Ilhas Malvinas.
“Este avanço é mais um passo na mesma direção”, destacou, em meio ao recrudescimento do conflito entre Buenos Aires e Londres pela disputa do arquipélago localizado no Atlântico Sul, cuja contenda levou a uma guerra de dez semanas em 1982.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático