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MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Guatemala, Bernando Arévalo, esclareceu que o acordo com os Estados Unidos reforçará a cooperação no combate ao narcotráfico e inclui, mas não abrange, operações com a presença do Exército norte-americano no território.
“Isso implica a intensificação dos acordos sobre os quais já vínhamos falando. Trata-se de questões de capacitação, treinamento, acesso a equipamentos, acesso a especialistas em planejamento estratégico ou tático e, muito importante, integração de inteligência no combate ao tráfico de drogas”, indicou o presidente guatemalteco em declarações à imprensa divulgadas pelo jornal “La Hora”.
De qualquer forma, ele negou que o acordo, que, segundo ele, está pendente de confirmação por parte de Washington, preveja o envio de forças americanas ao terreno, ressaltando que o Congresso é “o único que pode autorizar operações nas quais haja soldados no território”.
"O Governo da Guatemala não está solicitando essa cooperação e não tem previsão de fazê-lo", ressaltou, limitando a cooperação a "capacitação, treinamento, assessoria e apoio no planejamento de operações", bem como ao intercâmbio de inteligência.
O governo da Guatemala confirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos prestarão “assistência” às suas forças de segurança para combater os cartéis de drogas que operam no país centro-americano, após as autoridades guatemaltecas terem solicitado isso ao Pentágono, embora tenha negado que se trate de operações “militares estrangeiras”.
O Executivo do presidente Bernardo Arévalo assegurou, em comunicado divulgado em suas redes sociais, que “não existe nenhum acordo que autorize operações militares estrangeiras por qualquer país em território nacional”, embora tenha reconhecido que solicitou ao governo de Donald Trump sua “assistência” em “operações militares ativas para combater organizações terroristas apontadas pelos Estados Unidos” em território guatemalteco.
A Guatemala se pronuncia assim sobre “informações que circulam na mídia”, depois que fontes citadas pelo jornal “The New York Times” afirmaram que as autoridades da Guatemala aceitaram realizar ataques conjuntos com o Exército dos Estados Unidos dentro do país para enfrentar organizações que traficam drogas, seguindo o modelo do Equador.
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