Publicado 14/06/2025 00:15

Arévalo anuncia grupo para combater o crime transnacional e fortalecer a democracia na Guatemala

Archivo - (210915) -- CIDADE DA GUATEMALA, 15 de setembro de 2021 (Xinhua) -- Um homem vende bandeiras nacionais da Guatemala na Cidade da Guatemala, capital da Guatemala, em 14 de setembro de 2021. El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Costa Rica
Europa Press/Contacto/Xinhua - Arquivo

MADRID 14 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou nesta sexta-feira a criação de um grupo especial dentro do exército, que contará com o apoio dos Estados Unidos, entre outros, para lutar contra o crime organizado transnacional e fortalecer os princípios e valores do Estado de Direito e da democracia na Guatemala.

"O que já podemos anunciar como resultado dessa situação é a criação, no Ministério da Defesa, no exército guatemalteco, do Comando Especial contra Ameaças Transnacionais", disse o presidente em declarações à imprensa divulgadas pela agência de notícias guatemalteca Agencia Guatemalteca de Noticias.

Arévalo explicou que o comando foi criado como um mecanismo de coordenação direta com países como os Estados Unidos e o México, a fim de trabalhar em conjunto na repressão ao crime transnacional".

Isso também foi reiterado pelo presidente guatemalteco após uma reunião com o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, na qual eles discutiram questões como "respeito e reforço do estado de direito e da democracia na Guatemala, a luta contra o crime transnacional (e) colaboração para o gerenciamento ordenado, seguro e digno dos fluxos migratórios", entre outros.

"A Guatemala e os Estados Unidos são parceiros estratégicos e essas medidas nos permitem avançar em uma agenda conjunta", acrescentou Arévalo em uma publicação em sua conta X, na qual aproveitou a oportunidade para apresentar um novo Regulamento para a Autorização e Controle de Precursores e Substâncias Químicas.

Em relação a esse regulamento, o presidente afirmou que se trata de "uma ferramenta que permitirá uma regulamentação mais eficaz da importação, exportação, produção e uso de precursores, além de evitar seu desvio para a fabricação ilícita de drogas", contribuindo também para seu objetivo inicial.

"Nosso dever é proteger o povo, garantir a segurança e combater efetivamente essas estruturas transnacionais que causam tantos danos à Guatemala. Agiremos com firmeza, porque as pessoas dignas estão em primeiro lugar", concluiu o presidente na mesma rede social.

Esse anúncio ocorre apenas 24 horas depois que os Estados-Membros da União Europeia expressaram sua "profunda preocupação" na quinta-feira com as ações contra a democracia e o Estado de Direito na Guatemala, "incluindo a persistente instrumentalização do sistema judicial", e concordaram com novas sanções contra uma entidade e três indivíduos na Guatemala no contexto do assédio a Bernardo Arévalo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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