Europa Press/Contacto/Iranian Supreme Leader'S Off
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, previu novamente nesta sexta-feira que o acordo preliminar com os Estados Unidos está próximo e que a assinatura poderia ocorrer “em um ou dois dias”, embora tenha afirmado que ela será realizada “digitalmente”, depois que o presidente Donald Trump tenha sugerido nesta quinta-feira uma cerimônia na Europa.
“Estamos mais perto de um acordo do que nunca. Ele poderia ser concretizado em um ou dois dias, ou mesmo nos próximos dias”, afirmou ele em entrevista concedida à emissora estatal de televisão IRIB, por isso pediu mais uma vez à mídia que evite fazer “especulações” que prejudiquem o que descreveu como uma “oportunidade”.
O chefe da diplomacia iraniana reiterou, além disso, que as partes farão o anúncio correspondente “assim que as negociações forem concluídas”, ao mesmo tempo em que precisou que cada uma “assinará à distância”, descartando assim a realização de um evento, como havia declarado nesta quinta-feira o inquilino da Casa Branca.
“A assinatura será realizada na primeira fase (...) de forma digital. Cada parte assinará à distância e, em seguida, será anunciado que este memorando de entendimento foi assinado por ambas as partes”, indicou.
O ministro defendeu que o memorando de entendimento “é positivo para os interesses do povo iraniano e consolida as vitórias do país no terreno”. Nessa linha, ele garantiu que o documento, “embora tenha apenas duas ou uma página e meia, foi negociado durante mais de dois meses, e todas as suas cláusulas e frases foram revisadas repetidamente", ao mesmo tempo em que o ministério que ele mesmo dirige realizou seu trabalho "com o máximo cuidado e cautela".
Quanto ao conteúdo, Araqchi destacou que este não aborda a questão do enriquecimento de urânio, mas que isso será determinado no “acordo final”. Na mesma linha, ele se pronunciou sobre a reconstrução do país após os ataques dos Estados Unidos e de Israel, que será acordada em etapas mais avançadas da negociação.
Ele também reiterou que a prestação de serviços no Estreito de Ormuz, que descreveu como um dos “instrumentos de dissuasão mais importantes”, terá um custo e, nesse sentido, informou que as consultas “exaustivas” com Omã sobre esse passo fundamental para o comércio mundial trouxeram “resultados positivos”.
No entanto, Araqchi considerou que o acordo preliminar tem “inimigos”, em particular Israel, a quem acusou de “buscar obstáculos para sabotá-lo”, e garantiu que o Irã não recuará diante de ameaças. “Se querem que entremos em guerra, estamos preparados”, afirmou.
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