Publicado 07/08/2025 00:38

Araqchi apóia a rejeição do Hezbollah ao plano de desarmamento proposto pelo governo libanês

Archivo - BEIRUT, Oct. 30, 2024 -- Uma tela mostra o novo líder do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, fazendo um discurso televisionado em 30 de outubro de 2024. O novo líder do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, disse na quarta-feira que dará continuidade à estr
Europa Press/Contacto/Bilal Jawich - Arquivo

MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, expressou o apoio de seu governo à milícia xiita libanesa Hezbollah, que rejeitou o plano de desarmamento das autoridades libanesas, alegando que ele "responde aos interesses de Israel".

"A decisão final sobre ações futuras cabe ao próprio Hezbollah, e nós agimos como apoiadores, mas não interferimos em suas decisões", disse ele quando perguntado sobre isso durante uma entrevista à televisão estatal.

O chefe da diplomacia iraniana ressaltou que "não é a primeira vez que tentam desarmar" o grupo xiita, e por isso destacou a "postura decisiva (e) enérgica" de seu líder, Naim Qasem, que disse no mesmo dia que agiria como se o plano de desarmamento anunciado pelo governo libanês "não existisse".

"Agora eles iniciaram um novo movimento e imaginam que, com os golpes que o Hezbollah sofreu, podem seguir esse caminho novamente para avançar o plano de desarmamento", acrescentou Araqchi, fazendo alusão às palavras de Qasem, que atribuiu o plano de desarmamento de Beirute às "diretrizes do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio (Steve Witkoff)".

O líder do Hezbollah advertiu que o pedido feito pelo primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, ao exército para assumir o "monopólio das armas" atende "aos interesses de Israel", o que representa um "grave pecado" por parte das autoridades libanesas ao deixar o país sem "armas suficientes para resistir ao inimigo israelense".

Em uma declaração transmitida pelo canal de televisão pró-Hezbollah Al Manar, Qasem também acusou o governo de tomar uma medida que faz parte de uma "estratégia de derrota", que constitui uma "clara violação dos fundamentos da soberania libanesa".

Ele disse estar "aberto ao diálogo", mas condicionou-o ao "respeito" do acordo firmado em novembro passado com Israel. "O governo deve dar prioridade à ideia de introduzir medidas para libertar todos os territórios libaneses da ocupação israelense", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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