Publicado 03/06/2026 17:00

Araqchi alerta que ou a guerra termina também no Líbano, ou continua nos dois países

Archivo - Arquivo - 23 de junho de 2025, Rússia, Rússia, Federação Russa: O presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, no Kremlin, em Moscou, Rússia, em 23 de junho de 2025
Europa Press/Contacto/President of Russia Office

MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, associou nesta quarta-feira o futuro de seu país, no contexto da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel no final de fevereiro, ao do Líbano, afirmando que ou a guerra termina nos dois países ou continua em ambos.

"Não consideramos que o desfecho da guerra do Irã com os Estados Unidos e Israel seja independente do desfecho da guerra no Líbano, mas sim que ambos estão interligados. Em nossa opinião, haverá um único desfecho para o fim desta guerra no Irã, na região e no Líbano. Ou seja, ou a guerra termina nos dois lugares ou continua nos dois”, declarou ele em entrevista concedida à emissora de televisão Al Mayadeen.

Araqchi, que lamentou o “alto preço” que Beirute paga pela guerra, lembrou que “desde o primeiro dia das negociações”, sua postura tem sido “clara” ao exigir que o cessar-fogo incluísse o Líbano.

Além disso, ele defendeu que o partido-milícia xiita Hezbollah é “uma parte fundamental da estrutura política e social” do Líbano, país que encerra nesta quinta-feira a rodada de dois dias de negociações com Israel para pôr fim aos combates em seu território.

Nesse sentido, o chefe da diplomacia iraniana ressaltou que o que impediu a ofensiva anunciada esta semana pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contra a capital libanesa, Beirute, foi a “postura muito firme” de Teerã.

“Quando foi dada a ordem para atacar os subúrbios de Beirute, adotamos uma postura muito firme. Nossas Forças Armadas estavam prontas para responder. Israel vem violando o cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos, e também no Líbano, mas o ataque a Beirute era uma violação muito grave”, explicou, antes de afirmar que “os países da região também pressionaram os Estados Unidos” e que “o resultado foi que o regime sionista desistiu de atacar”.

Por outro lado, Araqchi se referiu às conversas com o governo Trump para o cessar-fogo, afirmando que “atualmente não existe um processo formal de negociação entre o Irã e os Estados Unidos, mas ambos os países ‘continuam trocando mensagens’”.

“Nossas comunicações não foram interrompidas, mas não obtivemos avanços significativos nas negociações nos últimos dias. É claro que ambas as partes estão revisando os marcos existentes e, se as condições adequadas se apresentarem, as negociações serão retomadas com base nos interesses nacionais do Irã e nos direitos do povo iraniano, bem como para pôr fim à guerra no Líbano”, declarou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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