Europa Press/Contacto/President of Russia Office
MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, garantiu que seu país “não aceitará um cessar-fogo” no conflito com os Estados Unidos e Israel, pelo qual pede “indenizações” pelos danos causados à República Islâmica, onde pelo menos 1.200 pessoas morreram desde 28 de fevereiro, segundo o balanço das autoridades iranianas.
“Não aceitaremos um cessar-fogo porque não queremos que se repita o cenário do ano passado”, afirmou Araqchi, em declarações divulgadas neste sábado nas redes sociais pela Embaixada iraniana no Japão, na sequência de uma entrevista recente do ministro à agência de notícias japonesa Kyodo.
Araqchi se referiu assim ao desfecho dos ataques israelenses contra o programa nuclear e a cúpula militar iraniana em julho passado, aos quais se juntaram posteriormente os Estados Unidos, e que terminaram doze dias depois com um cessar-fogo entre o Irã e Israel.
Assim, o ministro das Relações Exteriores iraniano exigiu que a guerra atual termine “de forma completa e definitiva”, ao mesmo tempo em que pediu garantias para que uma situação semelhante não se repita. Além disso, exigiu “indenizações” pelos danos causados ao território iraniano, embora não tenha dado mais detalhes a esse respeito.
A ofensiva surpresa lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano resultou em um conflito regional, ao responder a República Islâmica a essa agressão com ataques contra vários de seus vizinhos do Golfo e contra Israel, onde, neste sábado, mísseis iranianos atingiram as cidades de Arad e Dimona, causando mais de uma centena de feridos.
No Irã, o número oficial de mortos ultrapassa mil, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
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