Europa Press/Contacto/Foad Ashtari
MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou nesta sexta-feira que o acordo preliminar com os Estados Unidos prevê a cessação das hostilidades em “todas as frentes, incluindo o Líbano”, onde já morreram mais de 3.700 pessoas às mãos do Exército israelense desde o último dia 2 de março, depois que o ministro da Defesa, Israel Katz, garantiu que as forças israelenses “não se retirarão das zonas de segurança no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza”.
“O memorando de entendimento de Islamabad declara o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Nunca esquecemos o Líbano nesta guerra, porque o Líbano e (o partido-milícia xiita) Hezbollah lutaram ao lado do povo iraniano e nunca os abandonaremos", afirmou em entrevista concedida à emissora estatal IRIB.
O chefe da diplomacia iraniana, que reiterou que “o cessar-fogo declarado” inclui Beirute, destacou, além disso, que “em virtude deste acordo” as partes assumirão “o compromisso de não iniciar uma nova guerra nem recorrer a ameaças ou à força”.
Horas antes, Araqchi garantiu em suas redes sociais que o acordo preliminar "nunca esteve tão próximo", por isso pediu que, enquanto os detalhes são finalizados, a mídia se abstenha de divulgar "especulações sobre seu conteúdo", e reiterou que Teerã compartilhará “todos os detalhes no momento oportuno”.
Suas declarações foram feitas depois que a agência de notícias Mehr divulgou, ao longo do dia, a versão iraniana dos 14 pontos que compõem, neste momento, o rascunho deste documento, concebido, por enquanto, como um marco a partir do qual se aprofundará a discussão rumo a um acordo final.
Nele, Teerã condiciona qualquer acordo à liberação de seus ativos congelados, garantias de que Israel não atacará o Líbano e o adiamento por até 60 dias após o acordo de qualquer conversa sobre seu programa nuclear, bem como sobre o status do Estreito de Ormuz, entre outros aspectos.
Nesta mesma sexta-feira, o ministro da Defesa de Israel se pronunciou sobre os anúncios, afirmando em suas redes sociais que as forças israelenses “não se retirarão das zonas de segurança no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza”.
“O Exército israelense continuará defendendo nossas fronteiras e nossos cidadãos desde o topo do Monte Hermon (Altos do Golã ocupados), das montanhas do Líbano, de nossas regiões em Samaria (Cisjordânia) e da maior parte do território de Gaza contra as ameaças de forças e organizações jihadistas, após as lições aprendidas com os ataques de 7 de outubro", indicou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que suspendia uns ataques supostamente programados contra o Irã, alegando que, após realizar “conversas ao mais alto nível” com funcionários iranianos, todas as partes aprovaram os "pontos finais" do acordo para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã há mais de três meses.
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