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MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, denunciou que as “contradições e excessos” que atribui às autoridades dos Estados Unidos constituem um “grave obstáculo” para o diálogo diplomático entre Teerã e Washington, atualmente marcado pela suspensão anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de uma nova ofensiva militar.
“As posturas e comportamentos contraditórios e excessivos dos Estados Unidos constituem um grave obstáculo para a diplomacia”, afirmou Araqchi em uma reunião no Irã com o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, a quem reconheceu os esforços de Islamabad para “impulsionar a diplomacia e prevenir a escalada das tensões”, apesar de suas suspeitas em relação à Casa Branca, conforme divulgado por sua equipe nas redes sociais.
Dessa forma, Araqchi afirmou que a entrada do Irã no processo diplomático para pôr fim à guerra “baseou-se em uma postura responsável e apesar da forte desconfiança em relação ao governo norte-americano”.
“É evidente que a República Islâmica do Irã, embora leve a sério a diplomacia, não poupará esforços para reforçar seus preparativos em defesa da segurança e dos interesses nacionais do Irã”, advertiu.
Da mesma forma, o chefe da diplomacia iraniana exigiu que a comunidade internacional exija “responsabilidades” dos Estados Unidos e de Israel, a quem deve “punir por cometer o crime de agressão e outros crimes contra a humanidade”, citando especificamente o bombardeio contra uma creche em Minab, no sul do Irã, onde morreram mais de 150 pessoas, em sua maioria crianças, no primeiro dia da ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro contra o país asiático.
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