Publicado 10/09/2026 18:53

A Arábia Saudita solicita ao Conselho de Segurança que ponha fim ao “apoio que possibilita” os ataques dos houthis

RÚSSIA, MOSCOU – 8 DE SETEMBRO DE 2026: Faisal bin Farhan Al Saud, ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, dá uma coletiva de imprensa conjunta após uma reunião com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, na Casa de Recepção do Ministério das Relaç
Alexander Shcherbak / Zuma Press / Europa Press

MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -

A Arábia Saudita exigiu nesta quinta-feira, perante o Conselho de Segurança da ONU, que se ponha fim ao apoio que “permite” aos rebeldes houthis continuarem atacando tanto dentro quanto fora do Iêmen, em meio à escalada das hostilidades e em um dia em que a insurgência tomou a cidade estratégica de Mocha, localizada na costa oeste e a mais próxima do estreito de Bab el Mandeb.

“A comunidade internacional não pode pedir uma redução da tensão e, ao mesmo tempo, permitir que continue o fluxo de apoio que permite que essa milícia persista em seu comportamento hostil e criminoso”, declarou seu representante nas Nações Unidas, Abdulaziz al Wasil, durante uma reunião de emergência do Conselho.

O embaixador saudita pediu, nesse sentido, o fim de “todas as formas de apoio que facilitam” os ataques dos huti e suas ameaças à “segurança regional, bem como à navegação e ao comércio internacionais”.

Al Wasil instou o grupo de 15 países que compõem o Conselho de Segurança da ONU a enviar uma mensagem “no sentido de que os ataques contra o Reino (da Arábia Saudita) devem cessar, a escalada militar no Iêmen deve ser interrompida e as ameaças à navegação internacional devem ter fim”.

Por outro lado, ele assegurou que, de Riade, “não hesitaremos em adotar todas as medidas necessárias para dissuadir os ataques dos huti e proteger nossa segurança, soberania e integridade territorial, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional”.

Trata-se das primeiras declarações de um representante saudita após os houthis terem tomado a cidade de Mocha, depois de terem conquistado Hays e Al Joja, na província de Hodeida, diante da retirada das tropas governamentais, que contam com o apoio de Riade.

Os rebeldes afirmaram que essas operações militares têm caráter “limitado” e “defensivo” e que serão encerradas assim que o bloqueio ao Iêmen for suspenso, segundo o porta-voz Mohamed Abdul Salam, em declarações à agência de notícias SABA.

A tomada dessa cidade pelos houthis representaria um duro golpe para as autoridades reconhecidas internacionalmente e aumentaria a capacidade dos rebeldes de afetar o tráfego marítimo em Bab el Mandeb, cuja importância aumentou devido às perturbações no tráfego no Estreito de Ormuz, após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.

Os houthis lançaram uma ofensiva na semana passada na costa do Mar Vermelho e nos arredores do estratégico estreito de Bab el Mandeb, após o que as forças internacionais lideradas por Riade realizaram uma campanha de bombardeios para apoiar as tropas governamentais, que, em janeiro, conseguiram estabelecer seu controle em zonas do sul do país após a dissolução do Conselho de Transição do Sul (CTS), apoiado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), em decorrência de confrontos internos.

A situação ameaça provocar o colapso total da trégua alcançada em 2022, após anos de guerra e em meio às tentativas mediadas pela Organização das Nações Unidas para alcançar um acordo de paz que ponha fim ao conflito iniciado em 2014, que mergulhou o país em uma das crises internacionais mais graves do mundo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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