Europa Press/Contacto/Moiz Salhi
MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da Arábia Saudita denunciou um ataque israelense a um armazém em um de seus centros culturais em Gaza, que continha suprimentos médicos para ajudar a população do enclave palestino.
O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita, em sua declaração, acusa Israel pelo ataque a um armazém do Centro Saudita de Cultura e Patrimônio na área do chamado Corredor Morag, uma "área de segurança", como o exército israelense a chama, que está sendo preparada por seus militares a leste da cidade de Rafah, no sul da Faixa. Não há relatos de vítimas, mas o local foi destruído.
"Os suprimentos médicos que ele continha destinavam-se a atender às necessidades dos doentes e feridos na Faixa de Gaza", lamenta o governo saudita em sua declaração condenando "a escalada israelense" caracterizada por "ataques contínuos a civis indefesos e suas áreas de refúgio", como demonstrado pelo ataque de quinta-feira à escola Dar al-Arqam, que deixou pelo menos 30 mortos e mais de cem feridos.
A Arábia Saudita lamenta "a ausência de mecanismos internacionais de responsabilização para impedir a violência e a destruição israelenses", o que permitiu que "as autoridades de ocupação israelenses e suas forças continuassem a violar a lei humanitária internacional".
O reino árabe acrescenta que essa ausência de mecanismos representa, portanto, "uma ameaça à segurança e à estabilidade regional e internacional" e insiste que "os países membros do Conselho de Segurança devem desempenhar seu papel para pôr fim à tragédia vivida pelo povo palestino".
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