Publicado 17/05/2026 20:09

A Arábia Saudita denuncia a invasão de seu espaço aéreo por três drones vindos do Iraque e anuncia sua destruição

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo mostrando a fumaça após as forças israelenses terem interceptado drones lançados contra elas.
Stringer/dpa - Arquivo

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein condenam o ataque "terrorista" e instam Bagdá a "impedir o uso de seu território" para "atos hostis"

MADRID, 18 maio (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita denunciou neste domingo a entrada no espaço aéreo do Reino de três drones provenientes do espaço aéreo do Iraque, embora, uma vez detectados, tenham sido “interceptados e destruídos”.

“Três drones foram interceptados e destruídos após entrarem no espaço aéreo do Reino vindos do espaço aéreo iraquiano”, afirmou em comunicado divulgado pelo ministério o porta-voz da Defesa, Turki al Maliki.

Apesar de não apontar diretamente um responsável, Al Maliki enfatizou que o Ministério “se reserva o direito de responder no momento e local apropriados”, bem como que “implementará todas as medidas” para responder a “qualquer tentativa de violar a soberania, a segurança e a integridade dos cidadãos e residentes” da Arábia Saudita.

A notificação do Ministério da Defesa saudita chegou horas depois de seu aliado, os Emirados Árabes Unidos (EAU), ter denunciado outro ataque com três drones, dos quais um chegou a atingir e incendiar um gerador que alimentava a usina nuclear de Barakah, na região de Al Dafra, que constitui a maior parte do oeste do país.

Abu Dhabi também não apontou um culpado específico, limitando-se a qualificar o ataque de “terrorista” e localizando a origem dos projéteis em sua fronteira ocidental.

De qualquer forma, o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados emitiu um comunicado de condenação contra os ataques com drones contra a Arábia Saudita, aludindo, assim como Riade, à sua entrada a partir do espaço aéreo iraquiano.

“Esses ataques constituem uma violação da soberania do irmão Reino da Arábia Saudita e uma ameaça à sua segurança e estabilidade”, diz a breve nota na qual os Emirados expressaram sua “total solidariedade” com seu parceiro e seu “apoio a todas as medidas destinadas a salvaguardar sua segurança e estabilidade”.

O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein também fez o mesmo com seu próprio comunicado, divulgado pela agência estatal bahreinita BNA, no qual rejeitou o “atroz ataque terrorista perpetrado contra a segurança e a estabilidade” sauditas, denunciando uma “escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade regionais”, bem como “uma violação flagrante dos princípios de boa vizinhança e do Direito Internacional”.

Da mesma forma, a diplomacia do Bahrein insistiu na “necessidade de a República do Iraque adotar medidas imediatas e decisivas para responsabilizar todos os envolvidos nesses atos criminosos e terroristas, e impedir o uso de seu território ou espaço aéreo para a realização de atos hostis que atinjam a segurança e a estabilidade dos países da região e de seus povos pacíficos”.

O Iraque conta em seu território com múltiplas milícias pró-iranianas com graus significativos de influência e até mesmo com alta integração no aparato de segurança do Estado, como é o caso das agrupadas nas Forças de Mobilização Popular (FMP).

Durante várias fases da guerra contra os Estados Unidos e Israel, esses grupos lançaram ataques contra bases e interesses americanos na região, constituindo um importante ponto de atrito entre Bagdá e Washington — também importante aliado de Riade —, o que levou o novo primeiro-ministro iraquiano, o xiita Ali al Zaidi, a prometer à Casa Branca que fará tudo o que estiver ao seu alcance para controlar essas milícias.

No entanto, nenhum desses grupos reivindicou, até o momento, qualquer ataque semelhante aos denunciados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado