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MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Arábia Saudita condenaram nesta segunda-feira os ataques perpetrados pelo Exército de Israel contra o Líbano e manifestaram sua total oposição à incursão israelense no território, declarações que surgem depois que o próprio primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ordenou novos bombardeios contra “alvos terroristas” na capital do Líbano, Beirute.
À medida que se intensificam a ofensiva e a invasão do país vizinho, o Ministério das Relações Exteriores saudita indicou em um comunicado que os ataques contra o “irmão” Líbano constituem uma “violação de sua soberania” e instou a comunidade internacional a “assumir sua responsabilidade para deter essa agressão e pôr fim aos movimentos militares israelenses que buscam se expandir em território libanês”.
“Salientamos a importância de proteger a soberania do território libanês e do irmão povo libanês, em conformidade com os acordos internacionais pertinentes, enfatizando a importância de aderir ao Acordo de Taif, que garante a soberania do Estado libanês sobre todo o seu território”, afirma o texto.
Assim, destacou também a necessidade de “cumprir as decisões do Governo libanês de restringir o uso de armas ao Estado e às suas instituições legítimas, garantindo assim o restabelecimento da segurança e da estabilidade no Líbano e ao seu povo irmão”.
Netanyahu afirmou na semana passada que o Exército israelense está “intensificando” sua ofensiva no Líbano, onde já morreram mais de 3.300 pessoas por esse motivo desde o início de março, apesar das negociações em andamento com o governo libanês para tentar chegar a um acordo de paz.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
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