Publicado 31/07/2026 08:53

A Arábia Saudita anuncia uma coalizão militar de defesa marítima com o apoio de treze países

Turquia, Egito, Catar e Paquistão apoiam, inicialmente, a futura aliança que atuará no Mar Vermelho, no Golfo de Áden e em Bab el-Mandeb

Archivo - Arquivo - CAIRO, 13 de janeiro de 2024  -- Um navio de carga navega pelo Canal de Suez, na província de Ismailia, no Egito, em 13 de janeiro de 2024.   O presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA) do Egito, Osama Rabie, afirmou nesta sexta-
Europa Press/Contacto/Ahmed Gomaa - Arquivo

MADRI, 31 jul. (EUROPA PRESS) -

A Arábia Saudita apresentou nesta quinta-feira seu projeto para formar uma coalizão militar de defesa marítima com o apoio de treze países, entre eles a Turquia, o Egito, o Catar e o Bahrein, com o objetivo de melhorar a proteção das “rotas marítimas internacionais e combater as ameaças à navegação marítima e ao comércio global” no estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.

A chamada Aliança Multinacional de Defesa Marítima surgiu da reunião presencial e por videoconferência realizada ontem pelo Ministério da Defesa do Reino da Arábia Saudita entre os chefes do Estado-Maior de 43 países, representantes diplomáticos de cerca de cinquenta países aliados de Riad e da delegação da União Europeia no reino árabe, em meio a um recrudescimento das hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos.

Os participantes discutiram as crescentes ameaças à segurança marítima, incluindo ataques a navios comerciais, petroleiros e infraestrutura marítima, bem como os riscos que representam para a segurança da navegação marítima, a estabilidade das cadeias de abastecimento globais e a economia internacional, conforme explicou o Ministério da Defesa saudita em seu relato sobre a reunião.

O estreito de Bab al-Mandeb é uma prioridade, pois está sob a ameaça dos houthis do Iêmen, aliados ferrenhos do Irã. Teerã controla atualmente o Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos mantêm fechado o perímetro da passagem. A Arábia Saudita considera imprescindível a criação dessa aliança marítima para dissuadir os houthis, a fim de garantir a navegação no Mar Vermelho entre suas costas e as do Sudão, Egito, Djibuti e Somália, bem como no Golfo de Áden, que abrange as costas de Omã, Somália, o sul do Iêmen e o estado separatista somali da Somalilândia.

“O Reino da Arábia Saudita será o Estado fundador e líder da aliança e abrigará sua sede, o que reflete a confiança internacional no papel de liderança do Reino na melhoria da segurança marítima coletiva”, destacou o Ministério, que confirmou a participação inicial do Kuwait, Bahrein, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia, o governo do Iêmen reconhecido pela comunidade internacional, Bangladesh, Nigéria, Sudão, Djibuti e Somália.

Fica pendente uma próxima fase, por enquanto sem data definida, para concluir os procedimentos de fundação, incluindo a finalização da versão definitiva da carta da coalizão e de seus documentos de referência, bem como a formação das estruturas e equipes técnicas necessárias, paralelamente à conclusão dos procedimentos nacionais para os países que desejarem aderir.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado