Maksim Konstantinov / Zuma Press / Europa Press
MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Arábia Saudita anunciaram o fechamento preventivo do oleoduto Leste-Oeste “como medida de precaução”, depois que a infraestrutura energética sofreu vários ataques na manhã desta quinta-feira nas regiões de Riade e Medina, segundo informou o Ministério da Energia saudita.
Fontes do ministério esclareceram que os incidentes deixaram vários feridos, todos encaminhados para receber atendimento médico, de acordo com um comunicado divulgado nas redes sociais.
O mesmo comunicado esclarece que, após os ataques, equipes técnicas especializadas e unidades de emergência se deslocaram imediatamente para as áreas afetadas a fim de verificar o estado das infraestruturas danificadas e garantir sua segurança.
Além disso, assegura que as ações no local estão sendo realizadas de acordo com os protocolos de segurança e os planos de emergência estabelecidos, em coordenação com os órgãos competentes.
Dessa forma, o Ministério garantiu ainda que informará “oportunamente” sobre qualquer atualização relacionada à situação.
O fechamento temporário afeta uma infraestrutura especialmente relevante para a estratégia energética do reino, já que o oleoduto Leste-Oeste permite transportar petróleo dos campos localizados no leste do país até as instalações de exportação de Yanbu, na costa do Mar Vermelho.
A importância dessa rota vem aumentando desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã e em decorrência do fechamento do Estreito de Ormuz, já que a Arábia Saudita tem utilizado o oleoduto para desviar cerca de cinco milhões de barris diários de petróleo bruto que, em outras circunstâncias, teriam saído de terminais localizados no Golfo Pérsico.
Dessa forma, a infraestrutura tornou-se uma alternativa estratégica à rota marítima por Ormuz e permitiu manter uma via de saída para parte da produção petrolífera saudita rumo aos mercados internacionais, sem depender do estreito.
O Ministério das Relações Exteriores saudita havia atribuído, em um comunicado anterior, os ataques contra o oleoduto a drones lançados a partir do território iraquiano e indicou que, por enquanto, não responderá militarmente aos ataques, após o pedido formulado pelo primeiro-ministro iraquiano, Ali Al Zaidi.
Nesse sentido, o Executivo saudita afirmou que o Reino “dará ao governo iraquiano, país irmão, a oportunidade de tomar as medidas necessárias para impedir ataques lançados a partir do território iraquiano contra o Reino e os países vizinhos”, demonstrando sua disposição em apoiar os esforços de Bagdá para conter a situação.
No entanto, Riade advertiu que mantém o direito de adotar as medidas que considerar necessárias para proteger sua soberania, sua segurança, suas instalações e seus cidadãos e residentes.
Por sua vez, as autoridades iraquianas agradeceram a decisão saudita de não tomar represálias e anunciaram uma investigação urgente para determinar a responsabilidade da milícia envolvida nos ataques e dos grupos que possam apoiá-la.
Bagdá também condenou qualquer ação que coloque em risco a segurança e a estabilidade da Arábia Saudita e reiterou que o território e o espaço aéreo iraquianos não devem ser utilizados para lançar ataques contra outros países.
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