Publicado 19/03/2026 06:32

A Arábia Saudita adverte que “a paciência não é ilimitada” e não descarta uma resposta militar ao Irã

Autoridades confirmam impacto de um drone em uma refinaria em Yanbu, na costa do Mar Vermelho

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan.
Carsten Koall/dpa - Arquivo

MADRID, 19 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo da Arábia Saudita alertou nesta quinta-feira que “a paciência não é ilimitada” e ressaltou que poderia responder militarmente aos ataques iranianos contra vários países do Oriente Médio, lançados em resposta à ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

“O Reino e seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada”, afirmou o ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan. “Pode ser um dia, dois dias ou uma semana, não vou dizer”, declarou ele na capital, Riade, após uma reunião com outros onze países para discutir a situação.

Assim, Bin Farhan ressaltou que a Arábia Saudita “se reserva o direito de adotar ações militares, se considerar necessário”, ao mesmo tempo em que lamentou que “a pouca confiança” construída com o Irã após o restabelecimento das relações diplomáticas em 2023 — em um acordo mediado pela China — “tenha sido completamente destruída”, conforme noticiado pelo jornal saudita ‘Arab News’.

O chefe da pasta das Relações Exteriores saudita destacou que a continuação dos ataques por parte do Irã poderia deixar “praticamente nada” a salvar nessa relação, antes de enfatizar que “o Irã se engana se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder”.

Nesse sentido, ele exigiu que Teerã reconsidere suas posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel e destacou que Riade “buscou sinceramente criar um clima regional mais estável, mas as ações do Irã demonstram que sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerenciar crises e exportar tensões”, segundo o jornal ‘Saudi Gazette’.

Nesse contexto, as autoridades sauditas confirmaram nesta mesma quinta-feira o impacto de um drone em uma refinaria na cidade portuária de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, uma zona onde, horas antes, um míssil balístico havia sido destruído, sem que haja, por enquanto, detalhes sobre vítimas ou danos.

O Ministério da Defesa saudita informou, por meio de suas redes sociais, que, nas últimas horas, foram destruídos também cerca de 20 aparelhos não tripulados, principalmente na região leste do país e nos arredores de Riade, sem que Teerã tenha se pronunciado, até o momento, sobre essas novas ondas de ataques.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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