Publicado 12/01/2026 15:33

Após dez anos de investigação, começa o julgamento pelo caso de suborno da Odebrecht no Panamá

Archivo - Arquivo - O ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli
PARTIDO REALIZANDO METAS - Arquivo

MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - Nesta segunda-feira, teve início formalmente o julgamento por corrupção mais importante da história do Panamá, relativo aos subornos em licitações da construtora brasileira Odebrecht, no qual está envolvido o ex-presidente Ricardo Martinelli, que comparece por via telemática a partir do seu exílio na Colômbia.

“Sou inocente e não sou responsável”, afirmou Martinelli via Zoom. “Não me considero responsável”, afirmou também o ex-ministro da Presidência, Jimmy Papadimitriu. A ex-companheira de Martinelli, Aurora Muradas Fraiz; o ex-ministro da Economia, Frank De Lima; o banqueiro Juan Antonio Niño; o ex-deputado Jorge Alberto Rosas e o ex-ministro e ex-candidato presidencial José Domingo Arias também se declararam inocentes das acusações, segundo a imprensa panamenha.

Para se ter uma ideia da magnitude do caso, o Ministério Público preparou 2.973 volumes com provas que apontam para cerca de vinte ex-altos funcionários dos períodos presidenciais de Martinelli (2009-2014) e Juan Carlos Varela (2014-2019).

Desde 2007, a empresa brasileira pagou mais de 80 milhões de dólares a funcionários e particulares para garantir contratos milionários de obras públicas em projetos de grande alcance, como a Cinta Costera trecho II, o Saneamento da Baía, a rodovia Madden-Colón, a renovação urbana de Curundú, a renovação de Colón e as linhas 1 e 2 do Metrô do Panamá, de acordo com a acusação.

O processo tem sido marcado por atrasos contínuos, atestados médicos, recursos legais e falta de documentação internacional, especialmente do Brasil. E logo no início do julgamento, a juíza Baloísa Marquínez decretou um recesso na audiência por incidentes processuais relacionados aos acordos de pena.

Antes mesmo do início da audiência, o advogado de Martinelli, Alfredo Vallarino, acusou o Ministério Público de promover um julgamento “sem fundamento real” devido à ausência de provas e testemunhas provenientes do Brasil. “O que estão fazendo é um show para dizer que estão trabalhando e que todos fiquem notificados para uma nova audiência”, argumentou.

Martinelli recebeu asilo político na Colômbia em 2025, após ser condenado a dez anos de prisão, ao pagamento de uma multa de 19,2 milhões de dólares (17 milhões de euros) e à inabilitação por lavagem de dinheiro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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