Europa Press/Contacto/Sergei Malgavko
MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin prometeu nesta quarta-feira, após o ataque registrado contra um museu na Crimeia, que a guerra na Ucrânia terminará com a vitória russa, insistindo que o ataque ucraniano dá razão a Moscou quanto aos motivos da invasão, à qual a Rússia se refere como uma operação militar especial.
“Esses ataques demonstram mais uma vez que estamos certos em nossa luta pelas regiões russas. Essa luta terminará com a vitória da Rússia”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, em declarações divulgadas pela agência russa TASS.
As autoridades da península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, denunciaram um ataque com drones ucranianos contra um importante museu na cidade de Sebastopol, um incidente que provocou um incêndio nas instalações, mas que não causou vítimas.
O governador de Sebastopol, Mikhail Razvozaev, indicou que “um drone colidiu deliberadamente” contra o museu, que comemora a Guerra da Crimeia (1853-1856), que opôs o Império Russo a uma aliança formada pelo Império Otomano, França, Reino Unido e Sardenha, e que resultou na derrota de Moscou.
“O inimigo atacou um local de patrimônio cultural, um dos principais símbolos da Cidade dos Heróis”, afirmou, antes de garantir que a situação é “extremamente grave” devido aos danos sofridos pelo edifício.
“Esses bárbaros e monstros atacaram deliberadamente o que mais prezamos, tentando destruir nossa própria essência. Somente degenerados absolutos poderiam fazer algo assim: atacar deliberadamente um museu”, sublinhou, antes de destacar que “Sebastopol não tem medo”. “Sebastopol lembra”, enfatizou.
Do lado do Executivo russo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, condenou o “ato bárbaro por parte do regime de Kiev” e lembrou que este acontecimento “é uma nova prova de por que os ocidentais exploram o regime de Kiev para seus próprios fins”.
“Eles precisam, entre outras coisas, destruir as provas de seus crimes e de suas derrotas”, explicou Zakharova, segundo informou a referida agência de notícias russa.
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