BERLIM 8 jun. (DPA/EP) -
A investigação sobre o apagão ocorrido na cidade alemã de Reutlingen parece indicar que o incidente foi provocado por um incêndio criminoso ocorrido durante a noite em uma subestação da localidade, um incidente semelhante ao que deixou cerca de 100.000 pessoas sem energia em Berlim em janeiro de 2025, em uma ação reivindicada por um grupo de extrema esquerda.
“Há indícios de que foi utilizado um catalisador”, indicou um porta-voz da Polícia Criminal Estadual de Stuttgart após a descoberta de provas no local do incêndio.
O ministro do Interior do estado de Baden-Württemberg, Manuel Hagel, informou que o centro de segurança estadual e antiterrorismo assumiu a investigação.
Uma equipe de choque foi mobilizada em Reutlingen para garantir a presença policial em infraestruturas-chave da cidade enquanto durar o apagão, explicou Hagel. Cerca de 7.600 edifícios e 40.000 pessoas foram afetadas pelo apagão, acrescentou.
Hagel prometeu que levará os responsáveis à justiça após este “incêndio criminoso que afetou os serviços públicos”. “Nossos investigadores não deixarão pedra sobre pedra e levaremos o responsável à justiça, com todo o peso da lei”, afirmou.
A Polícia Criminal Estadual reconheceu que não tem pistas sobre possíveis suspeitos nem sobre os motivos do incidente. Por enquanto, também não se sabe quando o serviço poderá ser restabelecido.
O “modus operandi” coincide com o do grupo de extrema esquerda Vulkangruppe (Grupo Vulcão), segundo fontes citadas pela agência de notícias DPA. Esse grupo deixou cerca de 100 mil pessoas sem energia elétrica em Berlim.
Reutlingen tem pouco mais de 100 mil habitantes e está localizada a cerca de 40 quilômetros ao sul da cidade de Stuttgart.
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