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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, apelou nesta quarta-feira à unidade e à solidariedade nacional no Líbano diante do intensificar da ofensiva de Israel, que já deixou mais de 900 mortos e 2.200 feridos, além de uma crise de deslocamento interno que se aproxima de um milhão de afetados.
Nesse contexto, Aoun reuniu a alta cúpula militar no Conselho de Segurança, onde enfatizou a “total preparação das forças militares e de segurança” para enfrentar a situação, embora tenha feito um apelo a “um discurso político nacional que se concentre na unidade e na solidariedade libanesas, rejeitando a divisão, a incitação sectária e a discórdia”.
Na opinião do presidente, esta etapa exige uma “vigilância rigorosa e um alto nível de responsabilidade nacional”, para deixar de lado “interesses privados e cálculos pessoais”.
Da mesma forma, ele solicitou coordenação a todos os setores políticos do país, desde governadores até comissários distritais e municipais, em matéria de segurança. “Ele destacou a necessidade de garantir mais abrigos para aqueles que foram forçados a se deslocar de suas cidades e aldeias, e de lhes oferecer proteção, enfatizando a importância de garantir a dignidade de cada cidadão e residente dentro de certos limites, de acordo com as leis vigentes”, indicou em um comunicado lido por seu porta-voz, Najat Sharafeddine.
Nesse sentido, Aoun pediu que essa abordagem se estenda aos “meios de comunicação e plataformas de redes sociais”, indicando o “papel crucial” que desempenham no contexto da guerra iniciada por Israel. Ao mesmo tempo, em matéria econômica, apostou em “controlar os preços e combater os monopólios” para conter as consequências econômicas da ofensiva israelense.
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