Publicado 10/04/2026 15:57

A Anistia Internacional pede a Israel que garanta a passagem “segura” da frota com destino a Gaza, partindo de Barcelona

A organização insta as autoridades a não repetirem a "interceptação ilegal" de embarcações e as detenções "arbitrárias" de seus ativistas, lembrando o que ocorreu no ano passado

Archivo - Arquivo - 28 de novembro de 2025, Berlim, Alemanha: Greta Thunberg, Thiago Avila e José Nivoi, ativistas da Flotilha Global Sumud, e Francesca Albanese chegam ao porto de Gênova a bordo de um barco.
Europa Press/Contacto/Zaira Biagini - Arquivo

MADRID, 10 abr. (EUROPA PRESS) -

A Anistia Internacional instou nesta sexta-feira as autoridades israelenses a garantirem a passagem “segura” da Flotilha Global Sumud, que partirá neste domingo de Barcelona rumo à Faixa de Gaza para pôr fim ao bloqueio naval imposto por Israel e distribuir suprimentos vitais no enclave palestino, e a se absterem de realizar detenções “arbitrárias” de seus ativistas a bordo.

“As autoridades israelenses devem garantir a passagem segura desses ativistas desarmados e defensores dos direitos humanos. Não devem se repetir a interceptação ilegal e as detenções arbitrárias que Israel realizou em 2025, incluindo a apreensão do 'Madleen' e de outros navios que participavam da Flotilha Global Sumud, nem os abusos e maus-tratos infligidos aos ativistas durante sua detenção no último mês de outubro”, afirmou em comunicado a diretora de Pesquisa e Incidência da Anistia, Erika Guevara-Rosas.

A ONG lembrou que a missão, com mais de 70 embarcações e 3.000 participantes de 100 países, “tem como objetivo prestar assistência aos palestinos que sofrem o genocídio em curso por parte de Israel e décadas de cruel ‘apartheid’”, além de um bloqueio “desumano que já se aproxima de seu décimo nono ano”.

A Anistia descreveu a Flotilha Global Sumud, que nesta ocasião incluirá uma frota médica especializada com 1.000 profissionais de saúde, como um “poderoso símbolo de solidariedade internacional” com os palestinos de Gaza e destacou que “o simples fato de essas missões civis continuarem partindo constitui uma denúncia direta da inércia devastadora da comunidade internacional” diante da escassez de recursos na Faixa, em meio às acusações contra Israel pelas restrições à assistência humanitária.

“Como potência ocupante, Israel tem a obrigação legal de garantir que os palestinos de Gaza tenham acesso irrestrito à ajuda humanitária, desde produtos básicos até suprimentos e artigos de primeira necessidade e, no entanto, continua a descumprir de forma flagrante suas obrigações legais e as medidas provisórias vinculativas dictadas pela Corte Internacional de Justiça (CIJ), em violação ao Direito Internacional”, denunciou Guevara-Rosas.

Nessa linha, a representante da Anistia Internacional ressaltou que também “os Estados devem cumprir suas obrigações legais em virtude do Direito Internacional e adotar medidas concretas para ajudar a pôr fim ao genocídio de Israel contra os palestinos em Gaza”, incluindo pressões sobre esse país para que cesse seu “bloqueio ilegal, que continua infligindo um sofrimento implacável aos palestinos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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