Publicado 01/09/2026 13:00

A Anistia Internacional pede que se aumente a pressão sobre Israel após a ação movida pela África do Sul perante a CIJ por descumpri

1º de setembro de 2026, Gaza, Palestina, Estado de: GAZA Gaza, FAIXA DE GAZA, PALESTINA, 1º DE SETEMBRO DE 2026: Palestinos inspecionam os danos no local de um ataque israelense no bairro de Tel al-Hawa, na cidade de Gaza. Um palestino foi morto e outros
Europa Press/Contacto/Hashem Zimmo

MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -

A Anistia Internacional afirmou nesta terça-feira que outros países devem exercer mais pressão contra Israel após a ação movida pela África do Sul perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) por descumprimento das medidas provisórias determinadas pelo tribunal para impedir a prática de genocídio na Faixa de Gaza.

Para a organização internacional, a iniciativa da África do Sul “deve incentivar outros Estados a pressionarem Israel para que cumpra essas medidas”. “Desde que a CIJ determinou seu primeiro conjunto de medidas provisórias em janeiro de 2024, as autoridades israelenses continuaram a infligir danos irreparáveis aos direitos dos palestinos em Gaza protegidos pela Convenção sobre o Genocídio”, afirmou Heba Morayef, diretora regional da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África.

Assim, ela denunciou que Tel Aviv tem “ignorado completamente” as ordens do tribunal e suas obrigações jurídicas nos termos do Direito Internacional. “Em vez de cumprir as medidas de caráter obrigatório dictadas pelo Tribunal, Israel continua cometendo genocídio contra os palestinos em Gaza”, afirmou Morayef.

Segundo ela acrescentou, a iniciativa sul-africana “constitui uma exceção em um cenário em que numerosos Estados não tomaram medidas para impedir o genocídio cometido por Israel em Gaza e, em alguns casos, chegaram até mesmo a facilitá-lo”.

“Muitos Estados terceiros contribuíram para manter a impunidade de Israel: alguns ao não adotarem nenhuma medida eficaz para fazer cumprir as medidas provisórias vinculativas do Tribunal, e outros ao fornecerem ativamente cobertura diplomática, recursos financeiros e apoio material que permitiram o genocídio de Israel contra os palestinos em Gaza”, acrescentou ele, criticando a apatia da comunidade internacional diante da campanha de colonização de Israel ou da “limpeza étnica contra os palestinos” nos territórios ocupados da Cisjordânia.

O governo sul-africano apresentou à CIJ um extenso dossiê informativo no qual denuncia o descumprimento sistemático, por parte de Israel, das medidas determinadas pela Corte e lembra, entre outros aspectos, que, desde o cessar-fogo declarado em outubro do ano passado, “morreu, em média, uma criança por dia em Gaza às mãos do Exército israelense”.

Por sua vez, o tribunal mantém em vigor várias medidas provisórias, juridicamente vinculativas, mas sem qualquer mecanismo para sua execução, para obrigar Israel a tomar todas as medidas necessárias para impedir a prática de um genocídio contra a população palestina, ao considerar que existe um risco real e iminente de que ocorra um dano irreparável ao direito dos palestinos de Gaza de serem protegidos contra o genocídio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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