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MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -
A ONG Anistia Internacional advertiu que "nada justifica" que as forças israelenses continuem cometendo "atrocidades em massa" na Faixa de Gaza, após os planos do governo de Benjamin Netanyahu de tomar a capital do enclave, e pediu à comunidade internacional que tome "medidas tangíveis" contra Israel, pois entende que, neste momento, "condenações vazias" não são suficientes.
"A expansão das operações terrestres na Cidade de Gaza terá consequências catastróficas e irreversíveis para os palestinos", que a secretária-geral da Anistia, Agnes Callamard, considera vítimas de "genocídio". Ela conclamou Netanyahu a reverter os planos que "causarão um nível extremo de sofrimento".
Callamard acredita que, com essa "atrocidade colossal", as autoridades israelenses estarão violando ainda mais a lei internacional e as ordens da Corte Internacional de Justiça (CIJ) e, portanto, enviou uma mensagem à comunidade internacional, especialmente aos aliados de Israel, "incluindo a União Europeia e seus estados-membros".
"Os países devem suspender urgentemente as remessas de armas, adotar sanções e encerrar qualquer relacionamento com entidades israelenses que contribuam para o genocídio de palestinos em Gaza por parte de Israel", disse ele em um comunicado, observando que não é mais suficiente demonstrar "choque" ou "descrença".
As "décadas de impunidade" que o "apartheid" israelense tem desfrutado lançaram as bases para o "genocídio" em andamento, disse ele. "Agora é a hora. Nossa humanidade está em jogo", disse o diretor da Anistia Internacional.
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