Publicado 06/09/2025 02:07

A Anistia Internacional diz que evacuar a Cidade de Gaza por motivos humanitários é "impossível".

5 de setembro de 2025, Cidade de Gaza, Faixa de Gaza, Território Palestino: A fumaça se espalha durante os ataques israelenses a um prédio alto na Cidade de Gaza, em meio à guerra entre Israel e o movimento militante Hamas. Os militares israelenses disser
Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy

MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -

A Anistia Internacional afirmou que uma evacuação "maciça" da cidade de Gaza, de acordo com as regras do direito humanitário internacional, "nas condições atuais, é impossível", em meio aos planos do governo israelense de ocupar militarmente a área, da qual afirma já controlar 40%.

"Israel continua seu ataque cruel e mortal à Cidade de Gaza, com total desrespeito à população civil palestina, em meio a uma fome criada por ele mesmo, desafiando os repetidos apelos de organizações humanitárias e de direitos humanos, funcionários da ONU e líderes mundiais para interromper seu ataque. Ao fazer isso, Israel está revelando sua terrível determinação de continuar seu genocídio contra a população palestina de Gaza", disse a diretora de pesquisa e campanhas da Anistia, Erika Guevara Rosas.

A organização pediu a Israel que "interrompa imediatamente" sua ocupação planejada da cidade de Gaza, que deslocaria "centenas de milhares de seus residentes", agravando o sofrimento já "insuportável" da população em meio à fome que assola o enclave palestino.

A intensificação dos ataques ao município - inclusive nos bairros de Sheikh Radwan, Zeitoun e Shejaiyah - já resultou na morte de dezenas de civis e na destruição de casas. A Anistia também denunciou a mobilização contínua de reservistas por parte de Israel.

"O deslocamento forçado de palestinos para dentro ou para fora da Faixa de Gaza violaria a lei humanitária internacional e constituiria o crime de guerra de transferência ou deportação ilegal. A operação também poderia colocar em risco a vida de reféns israelenses e minar a possibilidade de retorno seguro às suas famílias", disse a porta-voz da ONG.

Ela também pediu ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) que liberte os reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza e que cesse "o tratamento degradante e humilhante que eles estão recebendo".

A ONU determinou que Israel detém 86% do território palestino sob seu controle ou sob ordens de deslocamento, forçando os cidadãos a fugirem para o sul, para a área de al-Mawasi; no entanto, bombardeios também atingiram essa área, que também não tem condições de abrigar pessoas devido à "falta de água, superlotação de barracas e falta de acesso a cuidados médicos".

A Anistia conclamou a comunidade internacional a tomar medidas para "interromper o genocídio israelense e deixar claro que suas políticas desumanas (de Israel) não serão mais toleradas".

"A publicação de um aparente plano pós-guerra patrocinado pelos EUA que deslocaria à força toda a população de Gaza enfatiza a necessidade urgente de os Estados cumprirem suas obrigações legais para evitar outras violações graves das Convenções de Genebra", acrescentou o porta-voz Guevara Rosas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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