Publicado 24/02/2025 06:55

A Anistia diz que "qualquer negociao" sobre a Ucrnia deve priorizar a justia e a responsabilidade

Archivo - Arquivo - Agns Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional, no lanamento de um relatório no Peru (arquivo)
Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon

Ele acusa Trump de "tentar reescrever a história da última década e, particularmente, dos últimos trs anos".

MADRID, 24 fev. (EUROPA PRESS) -

A organizao no governamental Anistia Internacional ressaltou nesta segunda-feira que "qualquer negociao" sobre o conflito na Ucrnia deve priorizar a justia e a responsabilizao pelos crimes cometidos desde 2014, ao mesmo tempo em que acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "tentar reescrever a história da última década, e particularmente a dos últimos trs anos" com suas últimas declaraes sobre o conflito.

A secretária-geral da ONG, Agns Callamard, enfatizou que "o terceiro aniversário da agresso russa é um lembrete gritante do quanto o povo da Ucrnia sofreu e perdeu e da devastao que a Rússia causou contra a Ucrnia", antes de insistir que "quaisquer negociaes sobre o futuro do povo ucraniano devem priorizar a justia para todos os crimes sob a lei internacional cometidos desde a interveno militar russa em 2014, a responsabilizao dos responsáveis e as reparaes para as vítimas da agresso russa".

"O sofrimento do passado, incluindo os mortais ataques aéreos russos contra civis e a transferncia forada de crianas para a Rússia, no deve ser esquecido ou negligenciado", disse ele, acrescentando que "as vozes das pessoas mais afetadas pela guerra de agresso da Rússia devem ser ouvidas e suas necessidades atendidas, e qualquer resultado negociado que no leve isso em conta fracassará no longo prazo".

Ele pediu "justia, responsabilidade e reparaes" e solicitou a "participao significativa" de "civis ucranianos sequestrados pelos servios de segurana russos, prisioneiros de guerra torturados e condenados ilegalmente, crianas ameaadas por estudarem ucraniano on-line e professores na Ucrnia ocupada pela Rússia submetidos a trabalhos forados em escolas reabertas sob um currículo russo".

Callamard incluiu em seu apelo "os tártaros da Crimeia e outras minorias que enfrentam represso brutal enquanto a Rússia tenta alterar a demografia dos territórios ocupados" e alertou que "sem o fim imediato dessas violaes e fortes garantias de justia, um 'acordo de paz' apressado apenas prolongará seu sofrimento e garantirá a impunidade dos responsáveis por violaes flagrantes dos direitos das pessoas".

"O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na semana passada que Trump quer acabar com a guerra de forma sustentável e duradoura", lembrou ele, antes de argumentar que "o compromisso genuíno de Trump em garantir uma paz duradoura na Ucrnia deve ser realizado no com palavras, mas com aes, incluindo o apoio a todos os caminhos possíveis para alcanar a justia real e a responsabilizao dos suspeitos de crimes de guerra e de todos os crimes de acordo com o direito internacional".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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