Europa Press/Contacto/Daniel Efram
MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -
A ONG Anistia Internacional (AI) denunciou nesta quarta-feira a detenção "ilegítima" de Mahmud Jalil, um ativista que liderou protestos pró-palestinos no campus da Universidade de Columbia, e disse que este é "o último ataque" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os direitos humanos.
"A prisão e detenção de Mahmud Khalil, um ativista estudantil palestino e residente permanente legal dos Estados Unidos, é o mais recente ataque do governo Trump aos direitos humanos", disse o diretor executivo da AI nos EUA, Paul O'Brien, em um comunicado.
Nesse sentido, ele lembrou que todas as pessoas "têm o direito à reunião pacífica, à liberdade de expressão e ao devido processo legal". O'Brien também indicou que "ameaçar" os manifestantes, apelando para "seu status de imigração", é "uma violação dos direitos humanos".
"Essa perseguição envia uma mensagem dissuasiva às pessoas de todo o país, dentro e fora dos campi, de que qualquer pessoa que exerça seus direitos estará sujeita a repressão, detenção e possível deportação", acrescentou.
Dessa forma, O'Brien garantiu que esse tipo de detenção apenas torna os migrantes, "que já vivem com medo", "ainda mais inseguros e temerosos de que possam ser deportados por se manifestarem".
"Por mais que a administração Trump tente manipulá-la, a liberdade de expressão é um direito, não um crime punível com deportação", disse ele, pedindo a libertação "imediata" do manifestante pró-palestino.
A prisão do ativista, um residente permanente legal dos EUA, é uma escalada significativa da repressão de Trump ao que ele vê como atividade antissemita no campus. Jalil, de origem palestina, formou-se em dezembro com um mestrado em relações internacionais.
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