Publicado 15/07/2026 23:36

Os EUA concluem uma nova onda de ataques aéreos contra o Irã em seu quinto dia consecutivo de bombardeios

O Irã denuncia um ataque nas proximidades de um hospital para pacientes com câncer e 35 mortos devido à campanha militar dos EUA em julho

Trump se recusa a dar um prazo ao Irã antes de cumprir sua ameaça de atacar instalações essenciais e anuncia um investimento de 8,7 bilhões em defesa

O Irã denuncia um ataque nas proximidades de um hospital para pacientes com câncer e 35 mortos devido à campanha militar dos EUA em julho

Trump se recusa a dar um prazo ao Irã antes de cumprir sua ameaça de atacar instalações essenciais e anuncia um investimento de 8,7 bilhões em defesa

MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O Exército dos Estados Unidos anunciou na noite desta quarta-feira a conclusão de uma nova série de bombardeios contra postos defensivos no Irã, o que constitui o quinto dia consecutivo de ataques aéreos contra a República Islâmica, alegando buscar “reduzir ainda mais” a capacidade de Teerã de “ameaçar marinheiros inocentes que tripulam navios comerciais” que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Especificamente, o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CENTCOM) assumiu a autoria de ataques contra centros de comando iranianos, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira, bem como contra sistemas de mísseis e drones, com o objetivo de “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros inocentes que tripulam navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz”.

Para isso, precisou o CENTCOM em um comunicado divulgado nas redes sociais, os militares americanos utilizaram munição de precisão para atingir alvos em vários locais, incluindo Bandar Abbas, capital da província de Hormozgan, localizada em frente à passagem estratégica e alvo frequente das ações militares americanas.

“O Exército dos Estados Unidos está fazendo com que o Irã responda por suas ações, seguindo as instruções do comandante-chefe”, destacou o órgão militar, em alusão ao presidente do país, Donald Trump, após anunciar ter lançado uma onda de ataques contra instalações de defesa costeira e de mísseis de cruzeiro na ilha de Tumb Mayor, no Golfo Pérsico, “ao longo de 90 minutos”.

TRUMP EVITA ESTABELECER UM “PRAZO LIMITE” PARA O IRÃ

Vale ressaltar que o CENTCOM informou nas redes sociais que suas forças lançaram nesta quarta-feira às 15h (horário da costa leste dos EUA, 21h na Espanha peninsular e nas Ilhas Baleares) o início de uma “segunda onda de ataques contra o Irã”, depois que o chefe da Casa Branca se recusou a estabelecer um prazo limite para as autoridades iranianas antes de ordenar ataques contra infraestruturas essenciais, como usinas de energia.

“Não gosto de estabelecer prazos, mas eles já sabem mais ou menos; conhecem a história. É melhor que se comportem bem”, afirmou em declarações à imprensa, nas quais garantiu que as autoridades iranianas solicitaram uma reunião, algo que ele já havia mencionado em ocasiões anteriores.

“Recebemos uma ligação bem quando eu estava vindo para cá, e eles querem se reunir comigo (...) São pessoas desagradáveis, mas querem chegar a um acordo”, destacou pouco antes de participar de uma cúpula na Pensilvânia, na qual anunciou “um investimento de quase 10 bilhões de dólares (mais de 8,7 bilhões de euros)” na indústria de defesa, garantindo que “criará mais de 4.000 empregos” na região.

IRÃ CONFIRMA ATAQUES EM DIVERSOS PONTOS DO PAÍS

As autoridades iranianas, por sua vez, confirmaram, em declarações divulgadas pela agência Mehr, o impacto de um projétil lançado pelos Estados Unidos perto de Bandar Abbas, no sul do país, embora ainda não se saiba se houve vítimas. Também no condado de Sirik, localizado na província de Hormozgan (sul).

Foram registrados, por sua vez, ataques nas imediações do Hospital Shahid Baqbani, na cidade de Ahvaz, na província de Juzestão, que atende pacientes com câncer e já está sendo evacuado.

“Há poucos instantes, as áreas próximas ao Hospital Baqbani (para pacientes com câncer) em Ahvaz foram alvo de um ataque com mísseis. Alguns pacientes e seus acompanhantes fugiram do hospital aterrorizados pelo barulho forte e pelos tremores intensos, e agora restam apenas os pacientes em estado mais grave!”, informou em suas redes sociais o porta-voz do Ministério da Saúde, Hosein Kermanpour.

Além disso, em uma mensagem divulgada horas antes, ele confirmou a morte de 35 pessoas, incluindo duas mulheres e um adolescente menor de 18 anos, e mais de 300 feridos, dos quais 72 continuam hospitalizados, em decorrência dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã em julho. “Hormozgan, Sistão e Baluchistão e Juzestão são as regiões que sofreram os maiores danos”, afirmou.

Por outro lado, a Guarda Revolucionária afirmou ter “interceptado e destruído” um drone do tipo MQ-9 “inimigo” na região de Andimeshk, na província de Juzestão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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