Publicado 21/08/2026 15:50

O número de mortos sobe para 15 e o de feridos para 130 em um ataque russo a um shopping center em Krivói Rog (Ucrânia)

Zelenski e Guterres concordam em manter os esforços para pôr fim à guerra

30 de julho de 2026, Radushne, Região de Dnipropetrovsk, Ucrânia: Agentes da lei e equipes de resgate vasculham as ruínas da casa de uma família numerosa atingida por um míssil russo, no povoado de Radushne, distrito de Kryvyi Rih, região de Dnipropetrovs
Europa Press/Contacto/Mykola Miakshykov

MADRID, 21 ago. (EUROPA PRESS) -

As autoridades ucranianas elevaram para 15 o número de mortos e para 130 o de feridos em consequência de um ataque ocorrido nesta sexta-feira que atingiu um shopping center localizado na cidade de Krivói Rog, na província de Dnipropetrovsk.

O governador militar regional ucraniano, Oleksandr Ganzha, confirmou esses números em suas redes sociais, que incluem 23 menores de idade feridos.

Pouco antes, ele indicou que cerca de trinta feridos apresentam um quadro “grave”, incluindo cinco crianças, pelo que o número de mortos pode continuar aumentando.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, foi um dos primeiros a reagir a esse ataque, que classificou como “absolutamente desprezível” e que atingiu sua cidade natal.

“Meia hora após o primeiro impacto e o incêndio, houve um segundo ataque direcionado contra as equipes de emergência. Ataques como esses nada mais são do que atos terroristas”, denunciou em suas redes sociais.

Zelenski voltou a enfatizar que esse tipo de ataque deve receber uma resposta mais contundente da comunidade internacional, à qual vem repreendendo nos últimos meses por uma certa falta de comprometimento.

“O mundo deve responder (...) com uma pressão real. Para que a paz seja possível, a Rússia deve ser levada a prestar contas de verdade”, exigiu.

O presidente ucraniano informou sobre este e outros ataques perpetrados pelo Exército russo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, em uma conversa telefônica que também foi divulgada em suas redes sociais.

“Discutimos as ameaças que os ataques russos representam para a segurança alimentar, bem como os contínuos ataques da Rússia contra infraestruturas portuárias e navios. Isso já está se fazendo sentir em muitos países da África, do Oriente Médio e da Ásia, e os preços começaram a subir”, lamentou.

Zelenski defendeu, assim, perante o diplomata português que “é preciso fazer todo o possível para pôr fim a esta guerra”, razão pela qual as Nações Unidas, segundo ele, manterão seus esforços nesse sentido e, em particular, na “busca de soluções”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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