GOBIERNO REGIONAL DE DNIPROPETROVSK
MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos nove pessoas morreram neste sábado, em mais um dia de confrontos entre as forças russas e ucranianas em território ucraniano.
Até oito pessoas morreram e outras 59 ficaram feridas em ataques russos à região de Dnipropetrovsk, segundo informou o governador militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksander Ganzha.
"20 horas. Os russos atacaram Dnipró em ondas durante mais de 20 horas terríveis. Utilizaram mísseis e drones. Foi um ataque premeditado. Bombardearam zonas residenciais", denunciou Ganzha nas redes sociais. Ganzha alertou que pode haver mais corpos sob os escombros.
“As táticas dos russos não mudaram: drones de ataque, mísseis de cruzeiro e uma quantidade significativa de mísseis balísticos. A maioria dos alvos eram infraestruturas comuns da cidade: prédios residenciais, energia e empresas”, relatou.
Entre os feridos há pelo menos duas crianças. “Uma criança de 9 anos está recebendo atendimento ambulatorial. Uma menina de 17 anos está hospitalizada com prognóstico moderado”, explicou. “É terror consciente. É um crime contra o povo”, repreendeu.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, mencionou este ataque e destacou que há duas pessoas ainda desaparecidas. “É importante que esta guerra russa na Europa não seja ofuscada pela guerra no Irã”, afirmou antes de pedir mais pressão sobre Moscou. “Não deve haver pausas nas sanções contra a Rússia. A vida deve ser protegida”, argumentou.
Além disso, os bombeiros tiveram que apagar um incêndio em um posto de gasolina em Dnipró, provocado por um ataque perpetrado durante a manhã. No ataque, oito caminhões e quatro carros foram destruídos.
No total, pelo menos 27 residências, duas creches e uma clínica foram danificadas. O prefeito de Dnipró, Boris Filatov, explicou que a onda de choque causou danos a cerca de 1.500 janelas.
As autoridades ucranianas denunciaram um ataque maciço com mísseis e drones, utilizando pelo menos 650 drones e mísseis e “atacando deliberadamente civis”, denunciou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiha.
“Isso não é uma guerra, é uma campanha de terror calculada contra nosso povo. Os líderes russos devem responder por esses crimes de guerra”, destacou.
Trata-se de ataques “ordenados, planejados e executados com pleno conhecimento de suas consequências para a população civil”, segundo Sibiha, que apela à pressão internacional contra a Rússia, “a única resposta adequada ao terror russo”.
Por outro lado, uma mulher morreu e outras nove pessoas ficaram feridas em um ataque com um míssil ucraniano em Novopetrikivka, na região de Donetsk controlada pela Rússia, segundo informou o governador regional russo, Denis Pushilin. Também houve um ataque com um drone na rodovia Svetlodarsk-Debaltseve, que deixou um homem ferido.
Enquanto isso, na península da Crimeia, dois civis ficaram feridos pelo impacto de drones em Sebastopol. As autoridades militares russas informaram ter abatido 43 drones na região.
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