Zelenski diz que foi um ataque "deliberado" e reprova a Rússia por ter como alvo simples civis em uma cela fechada.
Ataques noturnos das forças russas na Ucrânia deixam mais 12 mortos
MADRID, 29 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 16 pessoas foram mortas e cerca de 95 ficaram feridas em um ataque noturno das forças russas a uma prisão na província ucraniana de Zaporiyia.
O último balanço fornecido pelo Ministério da Justiça detalhou que o ataque ocorreu meia hora antes da meia-noite na prisão de Belenkivska, usando bombas aéreas planadoras, que destruíram parte das instalações, mas não o perímetro, de modo que não há risco de fuga.
Dos quase cinquenta feridos, 44 tiveram que ser hospitalizados. Os demais foram tratados no local.
"Esse ataque demonstra mais uma vez uma grave violação da lei humanitária internacional pelas forças armadas russas. O bombardeio de infraestruturas civis, em particular instituições penitenciárias, é considerado um crime de guerra", denunciou o Ministério da Justiça em uma mensagem no Telegram.
As bombas planadoras são um tipo de projétil de voo curto e de curto alcance que deixa as defesas aéreas ucranianas com pouca chance de responder, enquanto os caças ficam fora do radar.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, denunciou o ataque à prisão como "deliberado, intencional, não acidental" e criticou a Rússia por não ignorar o alvo, que eram "civis naquela instalação".
Zelenski lamentou o fato de essa nova onda de ataques - que nas últimas 24 horas deixou 22 mortos e 85 feridos - ter ocorrido enquanto os Estados Unidos mais uma vez demonstravam sua raiva contra o presidente russo Vladimir Putin, que mais uma vez se recusou a assinar um cessar-fogo.
"Tudo isso mostra que Moscou merece sanções e uma pressão muito dura e dolorosa (...) Deve ser forçada a parar com a matança", pediu o presidente ucraniano. Todos querem a paz "exceto a Rússia", disse ele.
ONDA DE ATAQUES NOTURNOS NA UCRÂNIA
Enquanto isso, pelo menos mais seis pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas na onda de ataques russos lançados durante a noite em lugares como Kamianske, Nikopol e Sinelnikove, na região de Dnipropetrovsk, bem como em Kharkov, onde sete pessoas foram mortas.
O governador de Kharkov, Oleg Sinegubov, informou que os projéteis têm caído em pelo menos nove localidades, incluindo Kupiansk e Derhachi, onde foi registrado o primeiro par de mortes.
Por volta das 18h38, horário local, um novo ataque russo ao vilarejo de Novoplatonivka, na localidade de Borivska, resultou em mais cinco mortos e três feridos.
Zelenski calculou em 73 o número de cidades e vilarejos ucranianos atacados pela Rússia no último dia. Kiev vem alertando seus parceiros ocidentais há vários meses que o ritmo e a intensidade dos ataques russos se intensificaram a ponto de usar centenas de projéteis aéreos em uma única noite.
As autoridades ucranianas não desistiram de suas demandas por armas, defesa aérea e financiamento para sua própria indústria de armas, especialmente para desenvolver seus próprios drones, cuja capacidade destrutiva ainda é muito menor do que a dos fabricados pela Rússia.
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