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MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos trinta pessoas morreram e mais de quarenta ficaram feridas ao longo desta quinta-feira em ataques israelenses contra a área de Beirute, capital do Líbano, e o sul do país, de acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde libanês, em um dia de intensos bombardeios contra amplas áreas residenciais espalhadas por todo o território.
O órgão informou na madrugada desta quinta-feira sobre um ataque contra Ramlet al Baida, uma área de praia a oeste da capital, no qual 12 pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas, de acordo com o centro de operações de emergência do Ministério da Saúde em um comunicado divulgado pela agência de notícias libanesa NNA. Horas antes, 17 feridos haviam sido registrados na área, depois que o Exército de Israel afirmou ter atacado “10 quartéis-generais terroristas” do Hezbollah no bairro de Dahiye, no sul da capital, alegando que ali se encontravam “quartéis-generais de inteligência, um quartel-general das forças Radwan — unidade de elite do grupo xiita — e outros centros de comando”.
Na madrugada de quinta-feira, o centro de operações de emergência do Ministério da Saúde confirmou um bombardeio contra o município de Aramun, a cerca de 20 quilômetros de Beirute, que deixou cinco mortos e sete feridos.
Também foram registrados ataques em localidades espalhadas pelo sul do país, próximas à fronteira com Israel, como é o caso de Barish, onde três pessoas morreram e várias ficaram feridas, segundo informou a NNA. Na localidade de Deir Intar, o fogo de um drone israelense causou a morte de uma pessoa que estava dentro de um veículo que foi alvo do ataque.
O Ministério da Saúde também informou sobre um ataque israelense contra a localidade de Arki, a 15 quilômetros de Sidon — a terceira maior cidade do Líbano —, que resultou em nove mortos e sete feridos.
O NÚMERO TOTAL DE MORTOS CHEGA A QUASE 700 As autoridades do Líbano informaram nesta quinta-feira que o número de mortos já chega a 687, entre os quais 98 crianças e 52 mulheres, desde que começaram os ataques do Exército israelense contra o território libanês há quase duas semanas.
Os ataques de Israel ao país se repetiram desde que o partido-milícia xiita libanês Hezbollah, em vingança pelo assassinato do líder supremo iraniano Ali Khamenei, anunciou operações contra o Exército israelense, somando-se assim às represálias de Teerã contra a ofensiva militar iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
O governo de Israel ameaçou nesta quinta-feira “tomar” o Líbano para enfrentar a “ameaça” do Hezbollah, em meio à sua campanha de bombardeios e incursões terrestres em resposta ao lançamento de projéteis pelo grupo.
Assim, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, revelou ordens ao Exército para que “se prepare para expandir as atividades no Líbano e restaurar a paz e a segurança nas comunidades do norte (de Israel)”. “Prometemos paz e segurança às comunidades do norte e é exatamente isso que faremos”, enfatizou.
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