Publicado 18/05/2026 09:13

Israel intercepta várias embarcações de uma nova frota com destino a Gaza, na qual viajam 46 espanhóis

14 de maio de 2026, Marmaris, Turquia: MARMARIS, Turquia — Ativistas, jornalistas, profissionais da área médica e participantes internacionais reúnem-se a bordo de barcos e veleiros durante a partida da missão da Frota Global Sumud de Marmaris, na Turquia
Abdelrahman Alkahlout / Zuma Press / Europa Press

Netanyahu elogia o “trabalho excepcional” das forças armadas israelenses ao neutralizar a frota

MADRID, 18 maio (EUROPA PRESS) -

A Marinha israelense interceptou nesta segunda-feira várias embarcações de uma nova frota que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e na qual viajam a bordo pelo menos 46 espanhóis, sem que, por enquanto, esteja claro quantos barcos já foram abordados e quantos ativistas foram detidos.

A Global Sumud Flotilla, uma das organizações que promovem esta iniciativa, informou pouco depois das 10h que lanchas rápidas da Marinha israelense haviam começado a abordar algumas das embarcações da frota, da qual também participam a Coalizão da Frota da Liberdade e a Associação pela Liberdade e Solidariedade Mavi Marmara.

Segundo denúncias dessas organizações, que transmitiram ao vivo no YouTube a abordagem e compartilharam nas redes sociais imagens dos fatos, a interceptação da frota, que partiu na última quinta-feira do porto turco de Marmaris, ocorreu em frente às costas de Chipre, a cerca de 250 milhas náuticas de Gaza.

Um porta-voz da Global Sumud Flotilla informou à Europa Press que pelo menos 46 espanhóis viajam a bordo da frota. Entre eles estão Tomás Morate Serna, capitão do navio 'Adalah'; o economista Santiago González Vallejo; a alpinista Neus Bella Ferre; e Óscar Gallego Cubillana, conforme informado pela Flotilha da Liberdade, precisando que seus outros três navios — 'Tenaz', 'Perseverance' e 'Lina Al Nabulsi' — também foram "atacados e interceptados".

De acordo com essa organização, o Exército israelense informou que os participantes da frota “serão transferidos para um grande navio de carga”, que classificou como “navio-prisão”, e levados até o porto israelense de Ashdod. Até o momento, as autoridades israelenses não informaram o número de detidos nem de embarcações interceptadas.

NETANYAHU DESTACA A “DISCREÇÃO” DA OPERAÇÃO

Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou o “trabalho excepcional” da Marinha ao interceptar embarcações cujo objetivo, ressaltou, é romper o isolamento dos “terroristas do Hamas”.

"Estão fazendo um trabalho excepcional", disse Netanyahu ao comandante da Marinha, o vice-almirante Eyal Harel, durante sua visita nesta segunda-feira, ao lado de outros altos funcionários israelenses, ao centro de comando em Kirya. “Estão fazendo isso com grande sucesso, e devo dizer que também com discrição e, sem dúvida, com menos repercussão do que nossos inimigos esperavam”, destacou.

“Meus mais sinceros parabéns. Continuem assim até o fim. A água está absolutamente maravilhosa. Adoraria estar lá com vocês”, disse Netanyahu por rádio ao vice-almirante Harel.

O governo de Israel havia advertido horas antes as 57 embarcações que compõem esta nova frota humanitária — que partiu para a Faixa de Gaza nesta quinta-feira do porto turco de Marmaris — para que voltassem imediatamente e que não toleraria “provocações” desse tipo.

Em um comunicado nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel colocou em dúvida as intenções dessas embarcações e afirmou que “o objetivo dessa provocação é servir ao Hamas”, ressaltando que “dois grupos turcos violentos” fazem parte dessa nova frota: o navio ‘Mavi Marmara’ e a ONG responsável por sua gestão, a Fundação de Ajuda Humanitária (IHH).

Esta última é considerada uma organização terrorista sob a legislação israelense, conforme destacou o Ministério das Relações Exteriores, que acusou a frota também de “obstruir o progresso no plano de paz” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Esta frota é apenas propaganda. A Faixa de Gaza está inundada de ajuda. Somente desde outubro de 2025, mais de 1,58 milhão de toneladas de ajuda humanitária e milhares de toneladas de suprimentos médicos entraram em Gaza”, afirmou.

“Israel não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal sobre Gaza. Israel insta todos os participantes dessa provocação a mudar de rumo e retornar imediatamente”, advertiu o Ministério das Relações Exteriores.

No final de abril, as forças israelenses detiveram 175 pessoas distribuídas por cerca de vinte embarcações que viajavam para a Faixa de Gaza com ajuda humanitária, em águas internacionais na costa da Grécia. Dois dos ativistas, o espanhol Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, foram detidos e levados para uma prisão israelense, embora tenham sido libertados mais de uma semana depois e deportados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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