-/Sepahnews via ZUMA Press Wire/ DPA - Arquivo
Sirenes de alarme soam no Bahrein enquanto as Forças Armadas do Kuwait anunciam interceptações
A Guarda Revolucionária reivindica ataques contra a Quinta Frota no Bahrein, a destruição da base norte-americana no Kuwait e de um hangar de caças e drones dos EUA na Jordânia
MADRID, 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Irã anunciou na madrugada desta quarta-feira um novo bombardeio com drones contra alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, especificamente contra uma base aérea na Jordânia que já havia sido alvo de ataques iranianos na última quinta-feira, outra base no Bahrein e uma terceira no Kuwait, no contexto da mais recente escalada militar entre Teerã e Washington.
“A base de Al Azraq, na Jordânia, onde estavam localizados os caças F-18, o prédio de alojamento e o grande depósito de equipamentos do Exército terrorista dos Estados Unidos, foi atacada por drones”, anunciou o Exército em um comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica.
Em um comunicado divulgado pouco depois pela mesma agência, o próprio corpo militar afirmou ter realizado “uma nova onda de ataques com drones” contra a referida base jordaniana, tendo como alvo “os caças F-18 e os grandes depósitos de equipamentos do exército norte-americano”.
Em defesa de sua chamada operação “Relâmpago”, o corpo militar declarou no mesmo comunicado que “a ‘era dos golpes na cara’ chegou ao fim e que qualquer ação contra o solo, as águas e o céu deste país histórico não ficará sem resposta nem sem um custo proporcional”.
No entanto, isso não teria sido tudo e, já na manhã desta quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que sua Força Aeroespacial “destruiu o hangar dos caças F-15, F-16 e F-35, além de vários drones estratégicos americanos MQ-9 nessa base”, após denunciar que “a maioria” das “atrocidades do Exército americano” contra o Irã é cometida “utilizando bases americanas em território jordaniano”.
“A terra sagrada da Jordânia é a terra dos profetas e não um lugar para ocupantes nem criminosos internacionais. A Ummah islâmica espera de vocês, povo nobre e fervoroso (...) que ponham fim à presença do Exército do Grande Satã em seu território e não permitam que essa terra sagrada seja fonte de ataques agressivos contra países islâmicos nem de intimidação ao povo palestino”, apelou o órgão militar de Teerã à sociedade jordaniana.
TEERÃ AFIRMA TER DESTRUÍDO TANQUES DE COMBUSTÍVEL DA QUINTA FROTA
Por sua vez, a Guarda Revolucionária Islâmica também anunciou novos ataques de sua Marinha e de sua Força Aérea contra um depósito norte-americano em uma base no Bahrein e contra drones, igualmente dos Estados Unidos, em outra base no Kuwait.
“Em uma operação simultânea com mísseis e drones, combatentes da Marinha e da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica destruíram, há algumas horas, vários depósitos de armas e peças de reposição para navios e aeronaves inimigas na base Sheij Isa, no Bahrein”, informou o órgão militar em um comunicado divulgado pela agência Tasnim.
Dando continuidade a esses ataques, um comunicado da própria Guarda, divulgado algumas horas depois pela mesma agência, afirma que um “centro de gestão, (um) centro de comando e controle, grandes armazéns de peças de reposição e equipamentos militares, e tanques de combustível da Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein foram destruídos”.
DESTRÓI “A BASE” E O CENTRO DE APOIO REGIONAL DOS EUA NO KUWAIT
Além disso, “também atacaram a rampa onde os drones MQ-9 inimigos eram posicionados na base Ali al Salem, no Kuwait, destruindo ou danificando vários deles”, destaca o comunicado.
No entanto, em uma mensagem posterior, o próprio órgão militar garantiu que, como resultado de seu ataque, “o principal centro de preparação e apoio militar dos EUA na Ásia Ocidental, localizado em Mina Abdullah, no Kuwait, foi incendiado e destruído”.
Pouco depois, emitiu um novo comunicado no qual, além de dedicar à sociedade do Kuwait uma mensagem semelhante à dirigida à sociedade jordaniana, declarou ter “atacado, destruído e aniquilado o centro de comunicações via satélite, o radar de defesa antimísseis e aérea, o complexo de defesa aérea Patriot, a base militar dos Estados Unidos no Kuwait e as plataformas de lançamento de mísseis HIMARS”.
Além disso, justificou essas últimas operações como resposta aos bombardeios norte-americanos nas últimas horas contra uma fábrica de água mineral na cidade de Dehloran — próxima à fronteira com o Iraque — que seu próprio governador denunciou, e contra um armazém de compra de trigo aos agricultores na cidade de Hoveiza, na província de Juzestão.
Diante dessa situação, a Guarda Revolucionária advertiu Washington de que, “enquanto persistirem as atrocidades americanas na região, não será exportada nem uma única gota de petróleo ou gás, e essas agressões apenas atrasarão a reabertura do Estreito de Ormuz”, atualmente fechado pelo Irã, segundo Teerã, e bloqueado para a República Islâmica pelas forças dos Estados Unidos, segundo Washington.
Teerã iniciou, assim, uma nova fase de sua contraofensiva, que incluiu ataques contra navios no Estreito de Ormuz e contra instalações e ativos militares dos Estados Unidos em diversos países da região, especialmente no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia.
ALARMES NO BAHREIN E INTERCEPÇÕES NA JORDÂNIA E NO KUWAIT
Logo após o anúncio, o Ministério do Interior do Bahrein informou nas redes sociais que “a sirene de alarme foi acionada” e exortou cidadãos e residentes “a manterem a calma e se dirigirem ao local seguro mais próximo”.
Por sua vez, o Estado-Maior das Forças Armadas do Kuwait afirmou, também nas redes sociais, que suas defesas aéreas “estão respondendo a ameaças de drones hostis”. “Qualquer explosão que for ouvida é resultado da interceptação de alvos hostis pelos sistemas de defesa aérea”, declarou, exortando a população a “seguir as instruções de segurança” das autoridades.
A Jordânia também confirmou o lançamento de projéteis provenientes do Irã contra seu território, com um responsável do Comando Geral das Forças Armadas afirmando que “os sistemas de defesa aérea interceptaram e derrubaram, na madrugada desta quarta-feira, três mísseis balísticos que entraram no espaço aéreo jordaniano vindos de território iraniano”, conforme divulgado pelas próprias forças em seu site.
Apesar de informar sobre a queda de “fragmentos” em vários locais do país, o alto oficial militar ressaltou que “as equipes do Corpo Real de Engenheiros se encarregaram” deles e que “não foram registradas vítimas nem danos materiais” no país.
De qualquer forma, ele quis “rejeitar”, em nome das Forças Armadas da Jordânia, “qualquer violação da soberania do Reino ou o uso de seu espaço aéreo de forma que ameace sua segurança e estabilidade”. Nesse sentido, ele advertiu que “responderão a qualquer violação ou ameaça ao espaço aéreo jordaniano (...) e adotarão todas as medidas necessárias para garantir a proteção da soberania do Reino e a preservação de sua segurança nacional”.
Dessa forma, a República Islâmica garante que responderá às últimas agressões por parte do governo de Donald Trump, que, por sua vez, justificou a retomada de seus bombardeios como retaliação ao ataque da Guarda Revolucionária iraniana contra um navio comercial cipriota.
Até o momento, as forças norte-americanas realizaram inúmeros bombardeios, anunciando nas últimas horas a conclusão de uma nova onda de ataques contra “capacidades” militares do Irã, ao mesmo tempo em que informaram a reimposição de um bloqueio naval contra os portos e o litoral do país asiático.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático