Havia 170 alunas na escola no momento do ataque MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã denunciaram neste sábado a morte de pelo menos 85 estudantes devido a um bombardeio de Israel contra uma escola feminina na província de Hormozgán (sul), que também deixou 60 feridas, em meio à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã e à resposta de Teerã, que lançou mísseis contra alvos militares americanos na região e contra o território de Israel.
O último balanço fornecido pela Procuradoria do condado de Minab, antes de indicar que várias meninas ainda estariam sob os escombros da escola primária Shajare Tayebé. No momento do ataque, havia 170 alunas no centro, pelo que se teme que o número de mortas aumente.
O governador do condado de Minab, Mohammad Radamehr, explicou que já está em andamento uma operação para remover os escombros do prédio da escola. “Apesar deste ataque, a situação na cidade está sob controle e a calma se mantém em outros pontos da cidade”, afirmou em declarações recolhidas pela agência de notícias oficial iraniana, IRNA.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã reagiu a essas “ações pérfidas do inimigo” e ressaltou que há uma “resposta esmagadora” por parte das Forças Armadas da República Islâmica. Especificamente, ele aponta o “regime brutal dos Estados Unidos” e o “regime corrupto sionista” pelos bombardeios sobre o Irã. “O inimigo pensa que a nação iraniana se renderá às suas lamentáveis exigências com essas ações covardes”, afirmou. Mais tarde, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, denunciou esse ataque contra a escola. “Ela foi bombardeada em plena luz do dia, quando estava cheia de estudantes. Dezenas de meninas inocentes foram assassinadas”, publicou ele nas redes sociais. “Esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta”, advertiu Araqchi.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o início de uma operação militar conjunta com os Estados Unidos que visa “eliminar a ameaça existencial” do Irã, com referências a uma mudança de regime em Teerã e ao fim da República Islâmica.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que o objetivo final da operação é a eliminação das estruturas de poder instaladas na República Islâmica em 1979, uma ofensiva surpresa que chega em meio a negociações indiretas com Teerã para tentar chegar a um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano.
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