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MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos quatorze pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas em decorrência de novos bombardeios lançados desde o final da tarde de domingo pelo Exército da Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, conforme confirmou o ministro do Interior, Igor Klimenko, em uma atualização recente.
“O ataque russo contra Kiev e a região já custou a vida de 14 pessoas (...) Quase 60 moradores ficaram feridos, entre eles cinco crianças. Todos estão recebendo a assistência necessária”, informou Klimenko nas redes sociais.
No total, 64 pessoas conseguiram ser “resgatadas”, detalhou o ministro do Interior, que estimou em mais de 5.000 o número de moradores da região de Kiev que tiveram que ser evacuados temporariamente enquanto os trabalhos das equipes de resgate continuam.
“Apesar do risco que correm, neste momento eles são um apoio indispensável para milhares de pessoas”, destacou Klimenko, referindo-se às equipes de resgate.
Os distritos de Podilski e Darnitski foram os mais afetados por esta nova onda de bombardeios sobre a capital ucraniana, que já na semana passada foi palco de ataques em grande escala que causaram cerca de vinte mortos.
Essa situação coincide com a descrita pelo governador de Kiev, Timur Tkachenko, que lamentou que “a situação mais grave se dá nos distritos de Darnitsia e Podilski, onde os russos bombardearam diretamente prédios residenciais de grande altura”. “A situação está em constante mudança”, enfatizou ele, observando que “operações de socorro estão sendo realizadas em mais de 20 locais”.
A Força Aérea ucraniana informou em um comunicado que as tropas russas lançaram, durante a noite, 351 drones e 68 mísseis contra o país, incluindo seis mísseis antinavio ‘Zircon’, 29 mísseis balísticos ‘Iskander’ e ‘Kalibr’, e 33 mísseis de cruzeiro “Kh-101”.
Assim, afirmou que os sistemas de defesa antiaérea abateram 37 mísseis e 326 drones, embora tenha confirmado impactos em 34 locais na Ucrânia, bem como a queda de destroços das interceptações em outros 16 locais. “O ataque continua, já que há inúmeros drones no espaço aéreo ucraniano”, alertou.
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo confirmou um “ataque maciço” contra a Ucrânia, no que descreveu como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestrutura civil na Rússia”, segundo um comunicado publicado nas redes sociais.
O ministério destacou que suas tropas utilizaram “armas de precisão e longo alcance”, além de drones, para atacar “instalações da indústria militar e instalações de combustível e energia” em Kiev e na região de Kiev, bem como “infraestrutura de aeródromos militares” em Kiev, Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasi e Chernígov.
O ataque começou horas depois que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, alertou sobre novos ataques de saturação russos, citando informações da inteligência ucraniana. “É típico de (Vladimir) Putin: logo após o Dia da Independência dos Estados Unidos e antes da cúpula da OTAN em Ancara”, afirmou ele em sua habitual mensagem vespertina diária.
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