Publicado 10/07/2025 01:58

AMP2.- Washington sanciona a relatora especial da ONU sobre a Palestina por sua "campanha" contra Israel

Albanese: "nenhum comentário sobre técnicas de intimidação no estilo da máfia".

Anistia "chocada" com as sanções, lembra que o relator "trabalha incansavelmente" para documentar o genocídio israelense

Albanese: "nenhum comentário sobre técnicas de intimidação no estilo da máfia".

Anistia "chocada" com as sanções, lembra que o relator "trabalha incansavelmente" para documentar o genocídio israelense

MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo de Donald Trump anunciou na quarta-feira sanções contra a relatora das Nações Unidas sobre os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, acusando-a de ter realizado uma "campanha de guerra política e econômica" contra os Estados Unidos e Israel que "não será mais tolerada".

O Secretário de Estado Marco Rubio explicou em um comunicado que as medidas contra Albanese são "por seus esforços ilegítimos e vergonhosos para pressionar por uma ação do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra funcionários, empresas e executivos dos EUA e de Israel".

O chefe da diplomacia norte-americana também lembrou que "nem os Estados Unidos nem Israel são parte do Estatuto de Roma", razão pela qual considerou o trabalho "tendencioso e malicioso" da relatora como "uma grave violação da soberania de ambos os países".

Rubio também acusou Albanese de manifestar "antissemitismo flagrante, apoio ao terrorismo e desprezo aberto pelos Estados Unidos, Israel e o Ocidente", o que, segundo ele, explica por que ela recomendou que o TPI emitisse mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant.

O ministro garantiu que Washington "sempre apoiará" seus parceiros "em seu direito à autodefesa" e prometeu "continuar a tomar as medidas necessárias para responder à perseguição judicial e proteger nossa soberania e a de nossos aliados".

Albanese, um dos maiores críticos internacionais das operações militares israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, reagiu à ação "sem comentar sobre as técnicas de intimidação no estilo da máfia".

Questionada pelo canal de televisão pan-árabe Al Jazeera, ela disse que estava "ocupada lembrando aos Estados membros [da ONU] sua obrigação de impedir e punir o genocídio e aqueles que lucram com ele".

A ANISTIA DEFENDE O TRABALHO DE ALBANESE

A secretária geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, reagiu à ação de Washington dizendo que estava "chocada" e defendeu o "trabalho incansável de Albanese para documentar e relatar a ocupação ilegal, o apartheid e o genocídio de Israel, com base no direito internacional".

"Lembramos que os relatores especiais são especialistas independentes. Eles não são nomeados para agradar governos ou para serem populares, mas para cumprir seu mandato", disse ele em seu perfil na mídia social.

Por fim, ele argumentou que "os governos de todo o mundo e todos os atores que acreditam na ordem baseada em regras e no direito internacional devem fazer todo o possível para mitigar e bloquear o efeito das sanções contra Albanese e, de modo mais geral, para proteger o trabalho e a independência dos relatores especiais".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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